Chichén Itzá foi um centro religioso de importância difundida em toda Mesoamérica. Mesmo após seu declínio, no século XIII, permanece como um dos principais centros de peregrinação no mundo maia, principalmente por causa de seus templos. Os peregrinos visitavam o local até mesmo no século XVI, principalmente para assistir aos rituais que ocorriam no Cenote Sagrado, conhecido pelos espanhóis como Poço dos Sacrifícios, (...). Chichén continua sendo um importante centro urbano até aproximadamente 1200 e 1250 d.C., embora estas datas sejam incertas, assim como as razões que levaram a cidade ao declínio. Devido à falta de prospecções e às suas grandes dimensões, os arqueólogos não possuem muitos dados quanto ao padrão de assentamento do sítio, nem quanto ao número de habitantes que abrigou. Segundo Jeremy A. Sabloff (1994), a necessidade de novas explorações em Chichén Itzá é urgente, salientando que este deve ser o cuidado a ser dado a um sítio de tamanha proporção. Considera ainda que, somente com a queda de Chichén Itzá, o período Clássico maia chega a seu fim, vendo uma urgente necessidade da revisão dos períodos cronológicos da sua ocupação.( NAVARRO, Alexandre Guida. A civilização maia: contextualização historiográfica e arqueológica. História, n. 27, 2008, p.370.)Interpretando as afirmações do trecho destacado responda: a história da civilização maia é inteiramente conhecida? Justifique sua resposta.

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Respostas

2013-10-17T00:59:30-03:00
Não. Tanto a origem quanto o "fim" da civilização maia ainda gera muitos debates entre os pesquisadores. Novas descobertas arqueológicas fizeram que repensassem o entendimento tradicional e mais aceito até então. Fome, guerra, catátrofes, desprestígio religioso, até hoje não se chegou a um consenso sobre o fim dessa civilização. Na verdade, começa a se perceber que não houve um fim verdadeiro, pois os descendentes maias preservaram muito da cultura antiga e se adaptaram aos novos tempos, numa fusão pré-clássica e pós-conquista e ainda vivem nos territórios de seus antepassados. Quanto à origem, a interação com os olmecos, trazendo muito de seus aspectos culturais e religiosos fere a ideia até pouco tempo de um desenvolvimento urbano e cultural próprio e independente. Como se vê, ainda há muito que descobrir sobre a civilização maia.
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