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2013-04-07T05:21:22-03:00

Os primeiros contatos entre o Serviço Social e a tradição marxista ocorreram ao longo
do “processo de reconceituação”, ou seja, a partir de um movimento de cunho latinoamericano, de caráter necessariamente sincrético e multifacetado, que suscitou um intenso
debate teórico-metodológico entre os assistentes sociais e consumiu uma década (de 1965 a
1975 – não exatamente). Esse processo manifestou, no seu interior, tendências diversas
predominantemente denominadas por Netto (1991) como “modernizadoras” (de orientação
funcionalista – CBCISS, 1989), de “reatualização do conservadorismo” (de inspiração
fenomenológica – ALMEIDA, 1986) e com “intenção de ruptura” (de tendência marxista –
SANTOS, 1983), todas elas comprometidas com a discussão e a formulação de alternativas
teórico-práticas em relação ao “Serviço Social tradicional”.
2 Vale registrar que este intenso
debate foi particularmente realizado sob ditaduras militares implantadas na América Latina a
partir dos anos sessenta do século XX, informação esta em nada desprezível particularmente
para os grupos de orientação marxista. Muitos estudantes e profissionais já formados em
Serviço Social, a partir da segunda metade dos anos 60 do século XX, estabeleceram seus
primeiros contatos com o marxismo através dos movimentos sociais e da resistência à
ditadura militar.