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2013-11-05T16:19:37-02:00
   A relação entre uma elevada ingestão de proteínas e dano renal se deve além do fato dos rins eliminarem os produtos do metabolismo protéico (uréia e amônia)¸ a questão do alto consumo protéico aumentar a taxa de filtração glomerular¸ proporcionando aumento da pressão dentro dos glomérulos nos rins.
Mas sabe-se atualmente que essas alterações são adaptações fisiológicas normais do organismo humano¸ dentro de um limite da capacidade renal. 
Em 1999¸ um estudo tendo como objetivo observar a existência de danos renais em indivíduos obesos com uma ingestão elevada de proteínas¸ Skov e colaboradores não encontraram indicações de efeitos adversos na função renal. 
Em 2000¸ Poortmans e Dellalieux¸ em outro importante estudo¸ concluíram após investigar bodybuilders e outros atletas bem treinados ingerindo até 2¸8 gramas de proteína por quilo de peso¸ que não existe correlação entre uma ingestão protéica elevada e dano renal. 
Em 2003¸ Knight e colaboradores publicaram um clássico estudo que avaliou 1624 mulheres ingerindo uma dieta hiper-protéica e sua relação com a função renal. 
Nenhuma associação entre a ingestão hiper-protéica e decréscimo na função renal foi constatada. Por outro lado¸ mulheres que iniciaram o trabalho com um ameno decréscimo nas funções renais¸ apresentaram piora com o aumento na ingestão protéica. 
O excesso de proteína será oxidado (quebrado para formação de energia) ou transformado em gordura pelo fígado. 
Nesse processo, há a formação de amônia no sangue, um composto tóxico que precisa ser excretado do organismo. 
A amônia é transformada em ureia (principalmente no fígado e em menor percentual nos rins) para ser, posteriormente, eliminada na urina. 
Logo, o fígado passa a trabalhar mais para suprir essa necessidade, assim como os rins, que filtram o sangue para eliminar a ureia.
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