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2013-11-06T03:05:09-02:00
Foco: terceira pessoa

Tempo: cronológico

Espaço: Sesmaria às margens do Rio Paquequer no estado do Rio de Janeiro em 1604.

Personagens: Cacília Mariz; o índio Peri; Dom Antônio de Mariz e Dona Lauriana, pais de Cecília; Isabel, filha bastarda de D. Antônio; D. Diogo, irmão de Cecília; Loredano o vilão e Álvaro, cavaleiro de D. Antônio.

Enredo: a família de Dom Antônio de Mariz, fidalgo português, vive em uma propriedade cedida pela coroa portuguesa em agradecimento por sua lealdade. Nessa propriedade, vivem também cavaleiros, agregados e aventureiros num sistema semelhante ao feudalismo onde o a figura central é D. Antônio. Cecília, filha do nobre, está prometida a Álvaro, honrado cavaleiro por quem Isabel, a filha bastarda de Dom Antônio é apaixonada. Cecília tem por Álvaro apenas o sentimento de amizade e vive com Peri uma estranha relação de amor platônico. Peri é um índio que após salvar Ceci da morte se apaixonou por ela e decidiu deixar sua tribo para ficar perto dela. Ele vê Ceci como uma santa a quem deve venerar, agradar e proteger. Ela tem carinho pelo índio, mas ve a relação dos dois como algo impossível uma vez que ele é um índio selvagem e não é cristão. Loredano é um aventureiro que pediu abrigo nas terras de D. Antônio, mas que não pretendia ficar por muito tempo uma vez que, na realidade, ele era um padre que havia roubado um mapa para uma mina de prata e precisava encontrar companheiros para encontrá-la e enriquecer. No entanto, quando ele conheceu Cecília, se encantou pela beleza da jovem e pretendia rapta-la e possui-la antes de partir.

Conflito: D. Diego, filho de D. Antônio matou uma índia aimoré por acidente enquanto caçava, e por essa causa, mais cedo ou mais tarde, a instância de D. Antônio seria atacada pela tribo. Era preciso ir buscar ajuda na capital Rio de Janeiro.

Climax: Os índios já atacavam a a casa de D. Antônio havia dias e o nobre e seus homens tentavam resistir enquanto a ajuda da capital não chegava, mas era inútil, eles não tinham armamento suficiente e estavam em menor número. Além disso, Loredano havia corrompido alguns homens que se voltaram contra D. Antônio. Diante de tanta tensão, para salvar sua amada, Peri decide ingerir veneno e se entregar aos aimorés que eram canibais e, após ingerirem sua carne, iriam morrer deixando assim a familia de D. Antônio salva.


Desfecho: O plano de Peri não funciona. ÁLvaro e seus homens invadem a aldeia aimoré e resgatam Peri, que depois de um pedido de Cecília toma um antídoto para continuar ao lado da moça, protegendo-a. O segredo de Loredano é revelado por um frei que estava ali de passagem e o reconheceu como padre. Loredano tenta resistir oferecendo parte da prata que pretendia encontrar aos homens que ficassem a seu lado. Mas os aventureiros se voltam contra ele e decidem voltar a defender D. Antônio que manda queimar em uma fogueira o traidor. Álvaro é atingido e morre e Isabel se mata também, pois não poderia viver sem seu amado que a essa altura já sabia dos sentimentos da moça e começara a olha-la com outros olhos. A luta contra os índios já durava vários dias e parecia perdida, pois faltavam homens e armamento. Vendo que não tinham saída, D. Antônio decide batizar Peri (pois em um momento de tanta tensão a fé católica lhe conferia esse poder) para que assim o índio se tornasse um cristão e fosse digno de levar Cecília para um lugar seguro. O índio índio foge escondido com a menina de canoa e D. Antônio explode a casa, pois não queria ser pego pelos aimorés. Peri e Ceci se abrigam na floresta, mas então começa uma tempestade que faz o rio encher depressa. A canoa que estava na margem e arrastada. Uma tromba d'água arrasta a encosta e os dois caem na água segurando no tronco de uma palmeira. A história termina com os dois sento levados pelo rio revolto em direção a uma cachoeira.