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2013-04-08T15:08:16-03:00

Resumo
A situação dos produtores rurais na metrópole paulistana é do enfrentamento e concorrência
como o mercado de imóveis urbanos. São Paulo é a aglomeração mais urbanizada do Brasil e
se configura entre as primeiras do mundo, ainda assim apresenta 40% se seu território como
zona rural, localizado na porção norte (franjas da serra da Cantareira), no extremo leste e na
zona sul, em áreas de proteção aos mananciais. Nestas localidades encontra-se a produção
agrícola, que é traduzida em hortifrutigranjeiros, plantações de feijão e mandioca, extração de
mel, plantas ornamentais e ervas medicinais até a criação de bovinos para produção de leite e
abastecimento familiar. As propriedades configuram-se em sua maioria em pequenos
estabelecimentos destinados a produção familiar voltada para a subsistência e a
comercialização mesmo que precária nos pontos de venda de pouca expressão nas
proximidades, mas que garante uma renda mínima para a família uma vez que parte dela
ainda que sub-empregada trabalha em outro ramo de atividade. A predominância da força de
trabalho é familiar e em terras próprias na zona sul onde a agricultura é uma atividade
consolidada e que perde espaço nos últimos anos. Na zona leste, foco de grandes problemas
ambientais e socioeconômicos a agricultura esta sendo vista como uma atividade mitigadora
destes problemas e é basicamente calcada na forma de parceria e ocupação de terras públicas.
Nessa dinâmica urbano/rural, está presente a concentração de terras, a perda de espaço
agricultáveis para áreas de lazer e para as ocupações irregulares e também de forma mais
significativa para a especulação imobiliária. A situação dos produtores agrícolas é, então,
bastante complexa no que concerne à reprodução em termos camponês, mas que vem se
realizando ainda, mesmo no município com a maior aglomeração urbana brasileira

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