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2014-01-29T17:21:13-02:00
Com o início das Grandes Navegações e fim da Idade Média,Portugal ( e Espanha...) se lançaram ao mar,com Portugal focando sua viagem em contornar a África e alcançar as índias.

Logo,sem a influência destes dois países,não haveria descoberta e a posterior exploração deste novo mundo(Américas).

Quanto aos desinteresse português,podemos citar o mercantilismo( principalmente o metalismo), como principal causa.

Ou seja,com a falta de metais preciosos na Europa,Portugal e Espanha buscavam achar esses metais em grande quantidade.O que não aconteceu rapidamente com Portugal( ao contrário dos espanhóis que acharam grandes quantidades no lado sudoeste do continente).

O que mudou com o início das bandeiras e a descoberta de metais preciosos no que hoje consideramos como parte do sudeste e Centro-Oeste do Brasil.
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2014-01-29T17:25:09-02:00

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Prezada Beatriz,

Com as cruzadas e a guerra da reconquista contra os mouros, o estado português se fortaleceu, levando a um projeto expansionista em busca de riquezas extraordinárias que rendiam lucros astronômicos. Isso se deveu às especiarias orientais com as quais os cruzados entraram em contato e estimularam o interesse e o desejo de consumo por tais produtos tão caros e raros, como o açúcar e a pimenta. Nesse aspecto, Portugal e Espanha reuniam o conhecimento, as estratégias, um governo centralizado e forte, bem como os recursos humanos que possibilitaram as grandes navegações e o contato com o continente americano.

Nesse sentido, vir às terras aqui na América seria quase como irmos hoje para Marte, era preciso que uma ação tão cara, cheia de riscos, e perigosa trouxesse muito lucro para compensar o esforço.

Esse lucro vinha do fato de que os navegantes e os empreendedores através das grandes navegações obtinham as especiarias (cravo, pimenta, pau-brasil, dentre outras) e conseguiam vendê-las com uma margem de lucro de até 6.000%, como o obtido pelo navegante Vasco da Gama. Nesse sentido, a colonização ou invasão por Portugal das terras que hoje formam o Brasil requeriam um alto investimento e não trariam um retorno rápido nem seguro, tal como o proporcionados pelas especiarias.  

Além disso, o pau-brasil, entre outros produtos comerciais interessantes das terras que seriam o Brasil não requeria a presença continuada no território, haja vista que sua obtenção era mais fácil através do escambo com os índios (eles cortavam a madeira em troca de bugigangas).  Para piorar a situação, os povos que viviam nas terras hoje brasileiras estavam na idade da pedra, de modo que não havia grandes contingentes populacionais nem sociedades com grandes quantidades de ouro e prata, como as que a Espanha encontrou (incas e astecas, por exemplo).

Desse modo, apenas por volta de trinta anos após a chegada de Pedro Álvares Cabral à América, quando o comércio com as Índias e outros países orientais deixou de ser tão rentável e os portugueses já haviam desenvolvido a tecnologia para o cultivo da cana-de-açúcar nas ilhas de Madeira e Açores, bem como outras nações europeias (especialmente a França) ameaçavam tomar partes do território que hoje seria o Brasil, Portugal promoveu o sistema de capitanias hereditárias como uma tentativa de colonizar o gigantesco território que "possuía" na América, ao mesmo tempo que o governo transferia para particulares os gastos com a colonização.
 

Exceto pela de Pernambuco e São Vicente, esse sistema de capitanias hereditárias sem um governo geral no novo território falhou, pois os índios lutaram bravamente contra as invasões e a escravidão, mesmo sem passar por situação semelhante ao serem informador por outras tribos dessas práticas pelos portugueses. Além disso, havia o ataque dos franceses, apoiados por algumas tribos. Desse modo, Portugal instalou o Governo-geral do Brasil, que tinha por objetivo aumentar o sucesso do projeto colonizador, ao auxiliar os donatários das capitanias hereditárias, bem como coibir abusos e estabelecer procedimentos de cooperação entre as capitanias, além, é claro, de recolher impostos e evitar a sonegação.
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