Respostas

2014-03-03T17:20:16-03:00
É difícil encontrar nos dias de hoje entre os radialistas mais antigos, aqueles que nunca passaram por um momento marcante no decorrer da profissão. O radialista Paulo Ferrer citou quatro fatos importantes que até hoje estão na lembrança dele.O primeiro foi uma entrevista com o jogador de futebol Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, em 1966. Na época, o jogador estava no auge da carreira e já era conhecido Brasil a fora. O encontro com o “rei” aconteceu na cidade de Goiânia. Ele vinha da Europa, onde o Brasil tinha obtido o título de campeão do mundo de futebol.Ao invés de voltar para sua casa, na cidade de Santos, com o título de campeão mundial, Pelé resolveu parar em Goiânia, onde tinha que realizar um jogo. O momento era de muita alegria para o jogador, já que além de ser campeão mundial, a filha dele havia acabado de nascer.Paulo Ferrer conta que foi fazer a entrevista com o “rei” quando, junto com outros repórteres, teve a ideia de fazer uma homenagem ao jogador comprando um par de brincos de esmeralda para a filha recém nascida. Segundo Ferrer, o presente causou tanta emoção em Pelé que ele chegou a chorar. Kelly Cristina Arantes do Nascimento era a primeira filha de Pelé. A visita do presidente João Figueiredo durante o Círio O segundo fato importante na carreira de Paulo Ferrer foi o encontro que teve com o Presidente do Brasil, João Batista Figueiredo, em 1980. Foi no fim da década de 80. O presidente estava popularizando o governo. Figueiredo estava vindo pela primeira vez acompanhar o Círio de Nazaré, que já era considerada a maior festa religiosa do Brasil. O assessor de imprensa do presidente (Alexandre Garcia) já havia adiantado que o presidente não iria dar entrevistas.Depois de percorrer vários metros e ver todo aquele fervor religioso da população, o presidente aceitou gravar com os jornalistas presentes. Mas Ferrer conta que só quem estava por perto, além dele, eram um fotógrafo e um cinegrafista. A entrevista durou um minuto e ele foi o único a conseguir colocá-lo no ar, usando o Motorola.O repórter perguntou para o presidente se ele estava gostando do Círio e se tinha feito alguma promessa. As respostas do presidente foram curtas, todavia representaram muito para aquele radialista, que até então nunca havia tido contato com uma celebridade política, como o Presidente do Brasil. O presidente disse que nunca havia visto nada igual, que havia feito uma promessa, mas que não podia dizer qual.Outro fato lembrado com muito orgulho por Paulo Ferrer foi a visita de oito ministros de Estado ao Pará. Ele afirma que num único dia entrevistou, em 15 minutos, todos eles. Os ministros iam para Altamira e estavam hospedados no Hotel Grão Pará (que já não existe mais). A entrevista começou por Mário Andreassa, depois Delfin Neto (que era Ministro da Fazenda), César Caos (Ministro das Comunicações) e assim por diante.Mas entre todos os fatos, o mais engraçado foi quando da vinda a Belém do então Ministro das Minas e Energia, Shigeaki Ueki, em 1976. Os jornalistas foram esperá-lo no aeroporto e conversaram uns dez minutos sobre o petróleo na Amazônia, quais eram as pretensões do Brasil e outros temas relacionados.Ao final, Ferrer encerrou a transmissão dizendo: “acabou de falar, o amarelinho”. Isso deu a maior confusão, o ministro agarrou o radialista pelo braço e perguntou se aquilo era uma brincadeira. Foi quando ele compreendeu que os japoneses também são conhecidos como amarelos. Para acalmar os ânimos do ministro, o governador Aloísio Chaves teve que interceder dizendo que o repórter era conhecido como o “amarelinho”. Foi só ai que o ministro entendeu o que se passava. Paulo Ferrer observa que hoje pode rir da situação, mas na época, tomou um grande susto já que o país ainda sofria a censura da revolução de 1964.
muito obrigado me ajudo muito :)
de nada :D