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2014-03-06T22:01:29-03:00
Os criadores de gado tiveram seus rebanhos e fazendas "empurrados" para o interior pela expansão da cultura canavieira no litoral, ampliando as áreas conhecidas e povoadas para o interior da colônia. Permitiu, por exemplo, tanto a ocupação do sertão do Nordeste quanto das campinas da região sul e contribuiu para integrar as regiões do Brasil através da comércio (de carne bovina, de eqüinos para transporte).
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2014-03-07T09:02:55-03:00

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Caro Fabrício,

A criação de bovinos na colônia portuguesa da América era uma atividade secundária, embora tenha sido de grande importância para expansão da América Colonial Portuguesa,
devido à Carta Régia que, em 1701, proibia a criação de gado nas regiões litorâneas que não fosse, diretamente, relacionada aos trabalhos nos engenhos, o que impulsionou a colonização do interior do Brasil, inclusive do sertão nordestino. Isso ocorreu em razão do receio de que o gado destruísse as plantações de cana-de-açúcar.

Mesmo assim, a criação de bois e vacas nos estados nordestinos alcançava no século XVII mais de 600 mil animais. Ao contrário do uso da mão de obra escrava predominante na monocultura da cana, a pecuária colonial, geralmente, empregava trabalhadores livres, com o pagamento sendo feito com os filhotes, o que permitia a mobilidade social, com o vaqueiro se tornando dono do próprio rebanho. Além disso, havia o comércio de equinos e muares para o transporte, fortalecendo a atividade pecuária como voltada ao mercado interno, ao invés do modelo exportador que predominava na agricultura.


Bons estudos!
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