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2013-05-14T10:50:18-03:00

Em meados do século XVIII, as minas de ouro começaram a dar sinais de esgotamento.   

A produção de ouro diminuiu e os habitantes das minas não conseguiam pagar     os impostos devidos à coroa.

A coroa reservava para sim um quinto do ouro produzido nas minas. Além disso,     arrendava a arrecadação de tributos a particulares.

Quando a receita da coroa começou a diminuir, as autoridades metropolitanas     não acreditaram nos relatórios dos funcionários: achavam que o ouro     estava sendo contrabandeado para burlar o fisco.

Visando recuperar o prejuízo com a arrecadação do quinto, a coroa enviou     o visconde de Barbacena, homem de confiança do rei, como governador para as     minas.

O novo governador da capitania de Minas Gerais tinha ordens de cobrar os     impostos atrasados através de uma derrama.

A derrama significava que toda a população das minas, os proprietários de     lavras, os simples faiscadores e desclassificados, deveria contribuir para     arrecadar a soma exigida pela coroa. Isso incluía vários contratadores que     deviam somas elevadas ao tesouro real.

Inspirados pelo movimento revolucionário de independência dos colonos ingleses     da América do Norte, realizado a partir de 1776, vários membros da elite local     se reuniram para conspirar contra o sistema colonial.

Os principais envolvidos na revolta de 1789 eram contratadores, fazendeiros,     funcionários da Câmara de Vila Rica e contrabandistas.

O alferes Joaquim José da Silva Xavier, conhecido por Tiradentes, estava     encarregado de obter apoio militar e popular à revolta.

Tomando como exemplo os revolucionários norte-americanos, os “inconfidentes”      de Minas Gerais pretendiam proclamar uma República independente de Portugual.     Apesar disso, pretendiam manter a ordem escravista.

Segundo o plano dos conspiradores, o movimento teria início com a derrama.