Respostas

2013-05-14T17:41:37-03:00

A Coréia do Norte não é uma ameaça para os EUA e tampouco para o mundo. O que os norte americanos temem é a invasão da Coréia do Sul, pois eles investiram muito nessa nação. Talvez temam também uma represália devido às sanções e imposições que prejudicam a economia da nação.
A propaganda ideológica norte americana tacha a todos os que se recusam a obedecê-los de terroristas, construindo uma imagem demoníaca dessas nações. Assim quando eles invadirem todos aplaudirão os libertadores, os heróis da liberdade e da democracia.

2013-05-14T19:33:23-03:00

A Coreia do Norte é a primeira ditadura comunista hereditária no mundo, faz o gênero stalinista retrô. O país só tem um aliado no mundo: a China, com quem compartilha extensa fronteira. Apesar disso, até os chineses já estão perdendo a paciência com o perigoso teatro político da dinastia Kim em Pyongyang com suas ameaças periódicas de deslanchar uma guerra nucelar na vizinhança.

Paradas militares constantes ajudam a manter o clima de fervor, na mais autêntica cópia da sociedade totalitária descrita por George Orwell no livro '1984'. Como no livro e filme, o Big Brother norte-coreano,um líder supremo que tudo controla, acumula poder absoluto, mantém o povo sob espionagem constante e ameaça punição rigorosa a qualquer dissidência.

Até que ponto o governo norte-coreano aumenta as tensões para obter concessões dos Estados Unidos e da Coreia do Sul? Os americanos acham mínima a probabilidade de queKim Jong-un tome uma decisão suicida, um ataque nuclear que levaria a uma retaliação maciça. O perigo é que um erro de cálculo leve a um conflito em grande escala, o que aconteceu na deflagração da primeira guerra mundial.

De acordo com o embaixador Mark Minton, diretor da Korea Society, os norte-coreanos podem acabar passando dos limites com as ameaças: "A Coreia do Norte é um vilão constante nas relações internacionais. O maior perigo é que os norte-coreanos, ao brincar com esse jogo recorrente de ameaças e intimidações, mas limitado no confronto militar, vão inadvertidamente e sem intenção cruzar a linha do aceitável".

Para o diretor do Núcleo de Estudos Estratégicos da UFF, Eurico de Lima Figueiredo, as constantes ameaças do governo norte-coreano podem ser fruto de uma necessidade do ditador Kim Jong-un de afirmar. "O que se fala é que esse novo ditador talvez precise se afirmar pessoalmente. Afirmar a sua liderança militar, ele buscar exacerbar a sua retórica para unir em torno dele, em torno da capacidade de comando dele, os efetivos militares do seu país que fazem a parte mais forte e mais decisiva do estado norte-coreano", explica Eurico.

Em caso de guerra, a Coreia do Norte não teria condições de enfrentar os Estados Unidos e a sua vizinha do Sul. "Eu tenho certeza que os norte-coreanos não querem uma guerra ou um confronto militar, porque, se fizerem isso, a reação seria muito forte, seria o fim do seu regime. Não é isso que eles querem. Eles querem ter uma voz usando essas ameaças e, às vezes, algumas ações militares com um fim limitado", afirma Mark Minton.

1 5 1