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2014-03-18T13:33:16-03:00
Para começar, os massacres. O Livro Negro do Comunismo, obra coletiva lançada na França no final dos anos 80 (vejam só: na ideológica França!), enumera 20 milhões de mortos desde a época do "bonzinho" Lênin. A fome sob Mao, a maior que a história já registrou, levou 65 milhões - e houve outros milhões de mortos na Ásia, na Europa Oriental, na África e na América Latina. O total, segundo o livro negro, aproxima-se dos 100 milhões de cadáveres. 

Não há muita diferença entre nazismo e comunismo (na verdade, este último matou incomparavelmente mais que o primeiro). O grande historiador Pierre Chaunu chama ambos de "gêmeos heterozigotos", como lembra Jean Sévillia no livro O Terrorismo Intelectual, aqui já citado. Ainda que as concepções do nazismo e do comunismo fossem inicialmente distintas (um dizia querer o bem do povo alemão, outro falava no bem da humanidade), "ambos os regimes assumiram um ideal, o que os levou a se beneficiarem de forte apoio popular." 

Sévillia: "Comunismo e nazismo compartilham traços fundamentais: culto ao chefe, partido único, fusão do Estado e do partido, desarticulação da sociedade civil pelo aparelho, adesão compulsória à ideologia do regime, convergência entre política e guerra, mobilização das massas, propaganda permanente, patrulhamento dos espíritos, mecânica repressiva, violência exacerbada, desprezo aos direitos, eliminação das elites tradicionais, militarização da juventude, ódio a valores antigos e a qualquer religião."

O fato é que os dois sistemas são criminosos, com a diferença de que o universalismo (pretensamente humanitário) do comunismo só o torna mais perigoso, já que pode ser exportado para todos os continentes. 

Esse apelo universalista é que ainda mantém a ideologia comunista nos países mais atrasados (vide Brasil), enquanto a nazista morreu com a própria Alemanha nazista. 

 Os fatos berram. As ideias comunistas deveriam ser tão proibidas quanto as nazistas. Ponto.

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