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2013-06-02T18:34:24-03:00

Com poucos avanços em uma pauta de

integração marcada por diferenças entre seus membros, os

mandatários do Mercosul se reunirão em Montevidéu para sua

reunião semestral, quando estarão sobre a mesa alguns temas que

continuam sem solução desde encontros anteriores.

 

 

O encontro, no qual o Uruguai passará a presidência do

bloco para a Argentina por seis meses, começará na

segunda-feira com os chanceleres e prosseguirá na terça-feira

com os presidentes.

 

 

Os países da união alfandegária -- formada ainda por Brasil

e Paraguai -- prevêem as assinatura de um acordo de livre

comércio com Israel, o primeiro tratado deste tipo com um país

fora do continente.

 

 

Também será discutido um conflito ambiental que envolve

Uruguai e Argentina, assim como a entrada da Venezuela no

Mercosul, que depende da aprovação dos Congressos do Brasil e

do Paraguai.

 

 

 

ANTIGOS PROBLEMAS, NOVO TRATADO

 

 

A flexibilidade para negociar tratados comerciais de forma

independente com países fora do Mercosul e a busca de fórmulas

para solucionar assimetrias continuam sendo os assuntos

apresentados pelas economias menores, Paraguai e Uruguai.

 

 

"A redução das assimetrias é um tema importante sobre o

qual não apenas não avançamos, mas também para o qual nossas

posturas não foram reconhecidas", disse ao jornal Últimas

Noticias o diretor de Integração e Mercosul da chancelaria

uruguaia, Carlos Amorín.

 

 

Também estará novamente presente a discussão sobre a

eliminação da cobrança dupla do imposto externo comum e a

elaboração de um código aduaneiro.

 

 

"O que temos que estabelecer é como e de que forma se

atingirá este objetivo (a prorrogação do código aduaneiro). No

momento, não temos um indício que nos permita prever a

resposta," comentou Amorín.

 

 

Os presidentes esperam firmar um acordo comercial com

Israel que começou a ser negociado há dois anos e do qual

alguns detalhes técnicos ainda precisam ser concluídos.

 

 

O encontro de cúpula dos mandatários contará também com a

presença do presidente venezuelano, Hugo Chávez, cujo país foi

aceito como membro pelos principais líderes do grupo, mas que

ainda espera a ratificação dos parlamentos.

 

 

Os parlamentares brasileiros fizeram duras críticas ao

presidente venezuelano, que dificultaram as discussões para a

entrada do país no Mercosul.

 

 

Também participarão representantes dos Estados associados

ao Mercosul -- Chile, Bolívia, Equador, Peru e Colômbia --, e

da União Européia, bloco com o qual os sul-americanos mantêm

negociações há vários anos para conseguir um difícil acordo

comercial.