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2014-04-12T00:58:21-03:00
Chamavam assim a cidade de Constantino: a Maçã de Prata. Desde 11 de maio de 330, ela fora a sede máxima do Império Romano do Oriente, depois simplesmente designado de Império Bizantino.

O imperador, que se convertera ao cristianismo, sentindo a decadência do lado ocidental dos seus domínios, decidira escolher um outro sítio mais seguro para servir de sua capital

Nos onze século seguintes à sua refundação, ela, rebatizada de Constantinopla - hoje Istambul -, foi uma das mais esplendorosas metrópoles da transição da Época Clássica para a Medieval.

Esquina do mundo de então, vanguarda da cristandade na fronteira da Ásia Menor, para ela afluiu gente de todos os cantos. De longe, tratava-se do maior centro financeiro, mercantil e cultural de toda aquela parte do globo, a referência viva de um império que no seu apogeu chegou a ter 34,5 milhões de habitantes.

De certo modo, Constantinopla foi no seu tempo uma espécie de mistura de Nova York com Jerusalém. Isto é, uma metrópole que conciliava perfeitamente os negócios e um intenso comércio com os assuntos da fé e da religião. Onde o luxo ostensivo da corte imperial e do patriciado local convivia com a pobreza e mesmo com a miséria, o ouro e os trapos circulando por perto um do outro.

Enquanto o Império Romano do Ocidente, com capital em Roma, é extinto em 476, o domínio bizantino estende-se por vários séculos, abrangendo a península Balcânica, a Ásia Menor, a Síria, a Palestina, o norte da Mesopotâmia e o nordeste da África.

O apogeu do Império Bizantino ocorre no governo de Justiniano (483-565) que, a partir de 527, estabelece a paz com os persas e concentra suas forças na reconquista dos territórios dos bárbaros no Ocidente.

Justiniano constrói fortalezas e castelos para firmar as fronteiras e também obras monumentais, como a Catedral de Santa Sofia. Ocupa o norte da África, derrota os vândalos e toma posse da Itália.

No sul da Espanha submete os lombardos e os visigodos. Estimula a arte bizantina na produção de mosaicos e o desenvolvimento da arquitetura de igrejas, que combina elementos orientais e romanos.

O Império Bizantino é atacado pelos turcos nos séculos XI e XII, mas estes fracassam na tentativa de tomada do Império em virtude da desagregação feudal.

Desde 1055 que os turcos tinham a direção política do mundo muçulmano e, com a dinastia otomana, fora adotado o título de sultão para o monarca.

Os territórios ocupados eram divididos em feudos militares, administrados por governadores ou paxás.

Por causa das guerras externas e civis e das Cruzadas, porém, Bizâncio continua se enfraquecendo. Em 1203 Constantinopla é tomada pela Cruzada e sofre o maior saque de relíquias e objetos de arte que a história da Idade Média registra.

O Império Bizantino é repartido entre os príncipes feudais, originando os diversos Estados monárquicos. Sob assédio constante dos turcos desde 1422, Constantinopla finalmente cai em 29 de maio 1453, marcando o fim do Império Romano do Oriente.

Civilização muçulmana – Após as conquistas, em contato com os povos vencidos, criam uma nova civilização, denominada muçulmana, formada de elementos gregos, persas, egípcios, bizantinos, ibéricos, hindus, sírios e hebreus. Os centros do império árabe, como Bagdá e Cairo, passam por um grande desenvolvimento cultural, que tem por base a fusão do saber oriental com o helenismo.

Os árabes impulsionam a medicina, astrono, matemática, química, técnicas agrícolas, navegação, arquitetura e engenharia. Difundem na Europa as obras de Aristóteles e dos gregos antigos e criam uma ciência própria que vai influir no desenvolvimento científico do Ocidente.

Império Muçulmano

Maomé (570 -632) deu os primeiros passos, unificando as tribos árabes e após várias guerras lançou as bases do novo Império. Os que lhe seguiram as crenças expandiram a religião Islâmica e o Império fundado na mesma ao Iêmen, Pérsia, Síria, Omã, Egito e Palestina. Em 711 conquistam aos cristãos grande parte da península ibérica. Foram derrotados em 732 quando se preparavam para conquistar a actual França. Os seus avanços para Oriente foram igualmente muito bem sucedidos.

Durante alguns séculos o Império, baseado numa organização teocrática, manteve-se firme nas suas posições, embora as divisões internas não parassem de aumentar. O Império não tornou a fechar-se sobre si próprio, tornando-se avesso a qualquer mudança.

O Império, no século XII, começou a ser abalado pela reacção dos cristãos até então na defensiva: Na Península Ibérica, os cristão começam a tomar-lhes importantes posições territoriais, acabando por os expulsar definitivamente em 1492.

Na Palestina as cruzadas, entre os século XII e XIV, mostram que os muçulmanos eram susceptíveis de serem derrotados nos seus territórios aparentemente mais bem defendidos. No século XV e XVI os portugueses atacam as suas posições em África e na Ásia, atingindo o coração do Império no Golfo Pérsico. No mar e em terra o Império Muçulmano mostra-se cada vez mais frágil