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2013-02-21T14:09:13-03:00

Françoise Choay, nascida em 1925, é historiadora das teorias e formas urbanas e arquitetônicas e professora de urbanismo, arte earquitetura na Université de Paris VIII.

Cursou filosofia antes de se tornar crítica de arte. Nos anos 50 colaborou nas revistas L'ObservateurL'Œil e Art de France. Nos anos 60 dirigiu a seção parisiense da Art international. Da década de 1970 até hoje, publicou diversos estudos sobre arquitetura e urbanismo.

Dirigiu a coleção Espacements nas Éditions du Seuil

 

Como diferenciar monumento de monumento histórico? Em primeiro lugar deveríamos excluir o truísmo aparente. Ora, de acordo com aquilo que já se comentou, os monumentos têm uma origem espaço-temporal, logo, todos seriam históricos. De fato, eles são assim para nós, pois os deslizamentos semânticos da palavra omitem o significado primeiro da mesma: aquilo que traz à memória, tudo o que lembra, ou o que faz recordar. Aqui, pouco importa, que o artefato erigido se reporte às sociedades ágrafas ou letradas. Numa arqueologia da palavra e das coisas, é possível identificar uma noção-tipo de monumento cuja intenção é apenas a de perpetuar a memória. Lápides tumulares, obeliscos, arcos do triunfo, exercem uma função precisa para as sociedades que os construíram, não procuram informar de forma neutra, mas excitar e emocionar, atuar sobre a memória para evocar um passado especificamente dado. Fundamentalmente, o monumento, tal qual foi descrito, é concebido intencionalmente.

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