Respostas

2013-02-28T09:51:05-03:00

Primeiramente há que se atentar para o fato de que Policarpo Quaresma é um personagem fictício e que Antônio Conselheiro de fato existiu e foi retratado na obra "Os Sertões" de Euclides da Cunha.

 

Devo dizer ainda que não li a obra mencionada de Euclides da Cunha, portanto minha resposta é baseada em pesquisas feitas na internet e na leitura que fiz do livro "Triste fim de Policarpo Quaresma", de Lima Barreto.

 

O ponto em comum entre os personagens é o seu caráter nacionalista, ou seja, seu amor pela pátria e sua vontade e luta para promover mudanças que tornassem o Brasil um país melhor.

 

Inicialmente as diferenças estão no fato de Policardo ser um burguês, funcionário público, e Conselheiro ser um homem do povo, mas essencialmente o que os difere são os caminhos traçados por cada um na sua busca por transformações sociais.

 

Policarpo empreendeu seus esforços em três diferentes caminhos: mudança no idioma e na cultura, mudança por meio da agricultura (da terra sairia a riqueza e a evolução do país), e, por último, mudança por meio de uma reforma política e agrária.

 

Já Antônio Conselheiro seguiu apenas um caminho:o da igualdade social. Criou na Bahia uma comunidade popular para acolher as vítimas das seca, que estavam abandonas pelo governo, onde todos tinham acesso à terra e ao trabalho sem sofrer as agruras dos capatazes das fazendas tradicionais.

 

Além disso, os dois personagens se distinguem por sua credibilidade.

 

Enquanto Policarpo era visto como um tolo, digno de risos, Conselheiro era uma espécie de guia, um líder social e religioso, respeitado e amado por seus seguidores.

 

Os dois personagens voltam a convergir à medida que ambos foram tidos como loucos.

 

Policarpo Quaresma queria que a língua do Brasil fosse o Tupi Guarani, e no momento de distração, acabou redigindo um documento oficial nessa língua, o que levou-o a ser internado, por um tempo, em um hospício.

 

Já a loucura de Antônio conselheiro parece, ao meu ver, muito mais uma tentativa de tirar o mérito de sua luta social, atibuindo a ele uma imagem de fanático religioso. O diagnóstico de psicose foi dado pela grande autoridade sanitária Dr Nina Rodrigues, mas se levarmos em conta que tais autoridades trabalhavam para o governo que se sentia ameaçado pela legião de Antônio Conselheiro, podemos concluir que a dita loucura do líder de Canudos era bastante conveniente.

 

Espero ter ajudado.

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