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2013-06-19T11:02:12-03:00

O que nos interessa é vincular esse debate aos desafios colocados
para a educação, nesse tempo, particularmente, no espaço do ensino de
filosofia. A perspectiva é reafirmar a atividade crítica da Razão inserida
num contexto de complexas relações pedagógicas e no campo das
elaborações teóricas contemporâneas, desvelar o florescimento de uma
Desrazão. Para tanto se faz urgente uma reflexão sobre as construções
teórico-educacionais na busca de sua racionalidade crítica, visando a
uma intervenção histórica e formativa adequada frente aos desafios
colocados.
Iniciamos assim este ensaio com algumas indicações sobre a
modernidade, entendendo-a como um modo de ser e pensar que alcançou
proporções importantes na reflexão entre a crise e a crítica da razão, isto é,
demonstrando seus limites e possibilidades enquanto projeto de
racionalidade. Em seguida, referimo-nos à crescente “onda” pós-moderna
em seu suposto esfacelamento desse projeto, apelando para os ditames
da fragmentação do discurso. Por fim, no conflito dessas indicações,
amparamos uma aposta para um direcionamento educacional adequado
aos desafios atuais do ensino de filosofia. Que este trave o debate sobre a
formação crítica dos indivíduos, em nome de uma racionalidade que
“tencione” os projetos educacionais de nosso tempo. 

As construções epistêmicas e históricas radicam nas dimensões
da existência como uma experiência extravagante de possibilidades e
incertezas, clarividência e apreensão de um “jogo”, para usar uma
expressão da poesia de Baudelaire. Que tempo é esse? Que espaço
temos? Que ciência é essa? Talvez tais indagações trilhem distantes das
dimensões pragmáticas que favoreçam o “porto seguro” de um
determinado referencial teórico. Porém, tornaram-se singulares as
reflexões que pertencem a uma diferente relação com as vivências do
cotidiano de cada indivíduo, na experiência chamada modernidade.
A modernidade, enquanto expressão de uma modalidade de
pensamento, pode ser compreendida de forma dialética, que nos deixa
supor um movimento de construção do pensamento, ou seja, nos fazer
perceber os limites e as possibilidades da Razão. Entretanto, isso não se
caracteriza de modo tranqüilo, uma vez que a forma de racionalidade
que se tornou hegemônica no âmbito da discussão filosófica sempre foi
problemática, e muito ainda para os dias de hoje.

é isso :)