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2014-05-21T18:16:29-03:00
Além de centros de sabedoria, os grandes mosteiros fundados através da Europa durante a Idade Média, eram também uma fonte de alívio para os pobres, doentes e por vezes também para os proprietários mais abastados. O modo de vida denominado “monasticismo”, viver separado do mundo para dedicação total a Deus, surgiu na Ásia, muito antes da era cristã. Os primeiros cristãos a adoptarem este modo de vida foram os eremitas. Cerca dos anos 300, Santo António de Tebas, eremita egípcio, formou uma comunidade, onde juntou vários eremitas. Começaram-se a formar outras comunidades parecidas, de frades ou freiras, estando várias delas ligadas pelas “regras”, uma espécie de guia sobre a maneira como deveriam viver, compiladas por um chefe monástico. A regra maior foi a de S. Bento de Núrsia, fundador do Mosteiro do Monte Cassino, em Itália, cerca do ano 529, e que decidiu que a vida dos monges devia ser uma vida de orações e tarefas manuais. Sob a orientação do papa Gregório VII, alguns monges, tornaram-se estudiosos e professores, conseguindo, numa altura em que poucos sabiam ler ou escrever, preservar muitos conhecimentos clássicos que de outra forma se poderiam ter perdido. Além de cuidar dos doentes e alimentar os pobres, os monges oravam pelas almas dos mortos. Na Europa da Idade Média, os mosteiros serviam também como abrigo para os viajantes, sendo as primeiras “casas de hóspedes” modernas. A grande abadia beneditina de Cluny, em França, de grande dimensão, chegou a receber a corte de Luís IX de França e a corte papal de Inocente IV em simultâneo. Os Mosteiros mais pequenos, ocupavam-se dos caminhantes.
"espero ter ajudado" !!!