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2013-07-07T23:47:03-03:00
Dução:Historicamente, os países caribenhos eram grandes exportadores de produtos primários, notadamente açúcar, banana, tabaco e cacau. Entretanto, de uma forma geral, a participação da agricultura na formação do PIB dos países caribenhos nas últimas décadas vem perdendo espaço para o setor de serviços (turismo, bancário, construção civil, etc).Não obstante a retração, os projetos de cooperação bilateral na área de agricultura revelam-se de grande importância para esses países. O objeto dos projetos é variado, envolvendo fortalecimento institucional, controle de pragas, produção de etanol para geração de biocombustíveis, entre outros temas. Contudo, dá-se ênfase àcapacitação local para a produção voltada para o mercado interno. A dificuldade de abastecimento desses países é evidenciada pela grande dependência de importações, inclusive de alimentos. O exemplo mais dramático é o haitiano. Cerca de 50% de sua população sofre desnutrição crônica. O país depende das importações advindas da República Dominicana. Desde 2003, foram celebrados 7 acordos na área da agricultura, com ênfase no fortalecimento da agricultura familiar e na segurança alimentar e nutricional. O maior destinatário de projetos de cooperação na área agrícola é Cuba. Embora o setor açucareiro atualmente responda por apenas 5% do PIB, é responsável por um quinto dos empregos no país. Ao mesmo tempo, o desabastecimento interno torna urgente a questão da segurança alimentar. Nesse sentido, foram celebrados, desde 2003, 12 acordos na área agrícola, dentre os quais se destaca a cooperação técnica para a produção de soja. A diversificação agrícola e industrial do setor açucareiro cubano também é objeto de projeto bilateral, ainda dependente de aprovação interna.Na América Central, a vasta experiência brasileira na produção agrícola revelouse fator de atração para os países da região, que possuem natural vocação agrícola. O grande destaque da atuação brasileira é a instalação da Embrapa Américas no Panamá. Instalada na Cidade do Saber, caberá à Embrapa Américas apoiar iniciativas voltadas ao desenvolvimento de competências, à segurança alimentar e à garantia da pauta de exportação, entre outros pontos, no México, América Central, Caribe e Região Andina. Esta extensão da empresa atuará em três pilares: plataforma de pesquisa e desenvolvimento, transferência de tecnologia e negócios tecnológicos. O início das atividades da Embrapa Américas também propiciará acompanhamento mais próximo das atividades de cooperação já em curso na região.Dentre estas atividades, podemos destacar a cooperação téécnica para cultivo de produtos tropicais, como o caju e o mamão, na Nicarágua e em El Salvador. Criou-se, ademais, cooperação para a produção de bicombustíveis na Guatemala e no México. O reconhecido avanço técnico brasileiro no manejo de culturas tropicais tornou o Brasil fonte de informações e de tecnologia e aumento da demanda por cooperação. Além de enviar técnicos para a região, o Brasil oferece uma gama variada de cursos para técnicos centro-americanos.Nos últimos oito anos, houve adensamento dos acordos na área de agricultura entre o Brasil e a América Central. Exemplo recente são os quatro Ajustes Complementares para a execução dos primeiros projetos de assistência técnica do Brasil a Belize na área agrícola. Iniciou-se, assim, um efetivo programa de cooperação bilateral. Os projetos irão beneficiar alguns dos produtos básicos da cesta alimentar belizenha com a aplicação das melhores práticas de cultivo e a utilização das variedades mais produtivas.