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2014-07-23T20:28:39-03:00
Durante a Segunda Guerra Mundial, Portugal encontrava-se sob o regime do Estado Novo, sob o governo de António de Oliveira Salazar. Oficialmente, Portugal declarou em 1939 a neutralidade - apesar da antiga Aliança Luso-Britânica - tendo-a mantido até ao final das hostilidades.O Estado Português, em Março de 1939, assina um Tratado de Amizade e Não Agressão (conhecido como Pacto Ibérico) com a Espanha nacionalista, representada pela Junta de Burgos e pelo Nuevo Estado dirigido por Franco, recusando o convite do embaixador italiano, em Abril do mesmo ano, para aderir ao Pacto Anti-Komintern, aliança da Alemanha, Itália e Japão contra a ameaça comunista.Em Agosto de 1939, a Grã-Bretanha assina um acordo de cooperação militar com Portugal, aceitando apoiar directamente o esforço de rearmamento e modernização das Forças Armadas Portuguesas. Todavia, o acordo só começaria a ser cumprido a partir de Setembro de 1943.Salazar entendia ter Portugal pouco a ver com a política europeia, sendo a sua vocação essencialmente ultramarina, pelo que o interesse português era o de afastar-se o mais possível desse conflito. No âmbito do interesse nacional, a aliança inglesa é firmada, mas de forma a não embaraçar a sua liberdade de movimentos.Salazar sempre se manifestou contra o anti-Semitismo Nazi. Em 1937, publicou uma compilação de textos (“Como se Levanta um Estado”) onde criticou os fundamentos das leis de Nuremberga e considerou lamentável que o nacionalismo alemão estivesse vincado por características raciais.1 E em 1938, sai em defesa dos judeus portugueses, dando instruções à embaixada na Alemanha, para que os interesses dos judeus portugueses sejam defendidos com diplomacia mas com muita firmeza2 .A política de Salazar desde o início das perseguições aos Judeus na Alemanha foi a de autorizar a sua entrada desde que pudessem deixar o país rapidamente, ou seja, uma política de trânsito para outros países, principalmente os Estados Unidos e o Brasil. Isto não era devido ao facto de eles serem Judeus3 , mas de serem potenciais motivos de tensão com a Alemanha, que Salazar temia, ou serem agitadores políticos e subversivos. No que toca aos Judeus Portugueses, “a política de imigração selectiva que Portugal aplicou aos judeus não afectou a situação nem o estatuto dos judeus sefarditas ou dos imigrantes asquenazitas da Europa oriental que constituíam a Comunidade Israelita de Lisboa, os judeus que possuíam nacionalidade portuguesa eram tratados de forma igual a todos os outros cidadãos”.4
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