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2014-08-11T20:34:31-03:00
CONTEXTO HISTÓRICO
No final da Idade Média, a Europa passa por profundas transformações; a imprensa é aperfeiçoada, permitindo maior divulgação de livros; a expansão marítima, impulsionada graças ao desenvolvimento da construção naval e à invenção da bússola, propicia o desenvolvimento do comércio. Surge o mercantilismo, e com ele a economia baseada exclusivamente na agricultura perde em importância para outras atividades. As cidades portuárias crescem, atraindo camponeses; surgem novas profissões e pequenas indústrias artesanais começam a se desenvolver.
Nessas pequenas cidades, chamadas burgos, surge uma nova classe social – a burguesia - , composta por mercadores, comerciantes e artesãos, que passa a desafiar o poder dos nobres.
O espírito medieval, baseado na hierarquia nobreza-clero-povo, começa a desestruturar-se. O homem medieval, preso ao feudo e ao senhor feudal, adquire nova consciência. Diante do progresso, percebe-se como força criadora capaz de influir nos destinos da humanidade, descobrindo, conquistando e transformando o Universo.
O homem descobre o homem.
A idéia de que o destino estivesse traçado por forças superiores, que caracterizava o homem como um ser passivo, vai sendo substituída pela crença de que ele é o mentor do seu próprio destino.
O misticismo medieval começa a desaparecer, e o teocentrismo dá lugar ao antropocentrismo.

OS HUMANISTAS
O homem valoriza o saber: consome mais livros, difunde novas idéias e volta a sua atenção para a cultura de antigos gregos e latinos, porque nela identifica o novo espírito da época.
Surgem os humanistas: homens da Igreja, artistas e professores protegidos por mecenas. 
Os humanistas difundiam a idéia de que os valores e direitos de cada indivíduo deviam sobrepor-se à sociedade. Grandes admiradores da cultura antiga, estudavam, copiavam e comentavam os textos de poetas e de filósofos greco-latinos, cujas idéias seriam amplamente aceitas no Renascimento, movimento de renovação que atingiu a sua plenitude entre os séculos XV e XVI.
O humanismo foi, portanto, o movimento cultural que, a par do estudo e da imitação dos autores greco-latinos, praticou um ato de fé pela natureza humana. Fez do homem o objeto do conhecimento, reivindicando para ele uma posição de importância no contexto do Universo, sem, contudo, negar o valor supremo de Deus.

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