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2013-03-16T00:42:45-03:00

Os tupiniquins (também chamados topinaquis, tupinaquis, tupinanquins e tupinikins) são um grupo indigena brasileiro, pertencente à nação Tupi e que habitava, até o século XVI, o sul do atual estado da Bahia e o litoral do atual estado de São Paulo, entre Santos eAtualmente, habitam o município de aracruz, no norte do estado do Espirito do Santo. Foram o grupo indígena com o qual se deparou a esquadra portuguesa de Pedro Alvares Cabral, em 23 de abril de 1500.

2013-03-16T01:12:51-03:00

                                          RESUMO RAZÃO TUPINIQUIM

 

Em Crítica da Razão Tupiniquim, o filósofo Roberto Gomes ataca ostensivamente a falta de personalidade e originalidade da Filosofia brasileira, que se mantêm ao longo dos tempos atrelada a modelos de seriedade estrangeiros, fato que reflete não mais que a dependência cultural que há muito nos acompanha e nos coloca diante daquele complexo de vira-lata do brasileiro, já antes mencionado por Nelson Rodrigues que, entre outras coisas, percebia o brasileiro como um Narciso às avessas. Aliás, já no primeiro capítulo, além de citar nosso maior dramaturgo, o autor nos apresenta uma lista de importantes pensadores brasileiros - Lima Barreto entre outros que bem descreveram a alma brasileira -, bem como um rol de outras fontes possíveis - o torcedor de futebol, o porta-estandarte etc. - que podem e devem ter muito mais peso no desenvolvimento de uma Razão Tupiniquim do que as maçantes teses universitárias nas quais a filosofia no Brasil há muito se mascara. 
A fim de esclarecer suas proposições, o autor enfatiza a necessidade de diferenciação entre os termos sério e o a sério ? o ser sério e o levar a sério. Sendo o primeiro, empregado a aquele que converge com a manutenção da ordem social vigente, o de espírito reacionário, o conservador, aquele se coisifica como objeto da seriedade. Já o segundo - a sério - é usado pelo filósofo como termo negador do estado de coisas socialmente admitido, possuindo natureza dinâmica e mutável. De acordo com Gomes, no intelectual brasileiro que discursa, triunfa, quase que invariavelmente, o sério ? expressão de uma classe privilegiada diante de uma multidão analfabeta - e no homem sério triunfa uma razão ornamental que o posiciona distante da realidade local que o cerca, das particularidades culturais às quais, querendo ou não, está inserido. Portanto, é em função dessa hegemonia no meio intelectual do ser sério em detrimento do levar a sério, que Gomes verifica e opõe-se ao triunfo da cultura formalística, que age de modo a impedir a criação de uma filosofia originalmente brasileira. 
De acordo com o autor, somente no momento em que for abandonada a tirania do sério, perceberemos que nossa atitude mais profunda encontra-se em ver o avesso das coisas, nos daremos conta que nossa Razão encontra-se no humor crítico ? no a sério do humor - mas para tanto é preciso que removamos de nossos olhos as vendas impostas pelo academicismo, pois é condição de visão estar em dada posição e dela vislumbrar os objetos. Afinal - como diz Gomes - ver é, ou envolve, um ato de seletividade, só vejo de minha posição e da única maneira possível: historicamente. Sendo assim, uma Filosofia brasileira só terá condições de originalidade e existência quando se descobrir no Brasil. Esse se descobrir no Brasil requer, entretanto, a posição de negação, dado que qualquer conhecimento inicia sendo negação, é preciso de tal modo, que a intelectualidade brasileira rejeite firmemente e antes de tudo - antes mesmo do formalismo importado -, o hábito de procurar sempre o meio-termo, o mito da ?imparcialidade? visto que no meio mora o medíocre, e liberte-se de vícios, mitos, medos e complexos (como o de vira-lata) que há muito se alojaram no pensamento brasileiro, para que assim abandone, efetivamente, a recusa de estar no Brasil.