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2014-08-28T20:43:38-03:00
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11 janeiro: o Parlamento Húngaro é o primeiro do bloco soviético a adotar uma lei que permite a formação de partidos políticos de todas as tendências, assegurando o direito de se reunir publicamente. A lei entrou em vigor em 23 de outubro com a alteração da Constituição. 

1º de março: a Hungria adota a Convenção de Genebra para Refugiados, que proíbe ordens de expulsão contra a sua vontade e a cessação do uso de armas de fogo contra eles na fronteira. 

2 de maio: a Hungria começa a desmantelar o sistema de alerta e a cerca de arame farpado elétrica que desde 1966 a separava da Áustria. 

 4 de junho: a Polônia realiza as primeiras semieleições democráticas em um país comunista, marcada pela vitória do sindicato Solidariedade (Solidarnosc) de Lech Walesa, o único movimento trabalhista independente de um país do Leste. 

16 de junho: o funeral nacional do chefe do governo nacional húngaro durante a revolução de 1956, Imre Nagy, executado em 1958 pela ditadura comunista, é transformado em um gigantesco comício pela liberdade democrática. 

- 27 de junho: os ministros austríaco e húngaro de Relações Exteriores, Alois Mock e Gyula Horn, cortam simbolicamente o arame farpado da "Cortina de Ferro" perto Sopron, na fronteira entre os dois países. 

19 de agosto: mais de 600 alemães orientais, em férias na Hungria, aproveitam a excepcional abertura de um posto de passagem com a Áustria, durante um piquenique, e fogem para o Ocidente. Esse foi o primeiro êxodo maciço desde a construção do Muro de Berlim, em 1961. 

24 de agosto: na Polônia, Tadeusz Mazowiecki, conselheiro de Lech Walesa, torna-se o primeiro não-comunista a liderar o governo de um país da Europa Oriental em mais de 40 anos. 

10 de setembro: a Hungria abre sua fronteira Ocidental e autoriza no dia seguinte que os alemães orientais passem livremente para a Áustria. Mais de 50 mil pessoas fogem para o Ocidente. 

25 de setembro: na RDA (ex-Alemanha Oriental), mais de oito mil pessoas protestam em Leipzig pedindo por reformas e mais liberdade. 

30 de setembro: na Tchecoslováquia, mais de quatro mil alemães orientais refugiados na embaixada da Alemanha em Praga são autorizados a entrar na Alemanha Ocidental após um acordo entre Bonn e Berlim Oriental. 

7 de outubro: em razão do 40º aniversário da RDA, o número 1 soviético, Mikhail Gorbachev, adverte os líderes da Alemanha Oriental por sua imobilidade política: "Quando você fica para trás, é punido pela vida", diz a Erich Honecker, secretário-geral do Partido Comunista (SED). Na Hungria, o Partido Comunista é dissolvido para criar o Partido Socialista Húngaro (HSP). 

18 de outubro: Erich Honecker, forçado a abandonar suas funções, é substituído por Egon Krenz. Mais de 130 mil cidadãos da Alemanha Oriental fogem para a Alemanha Ocidental desde o início do ano e há manifestações no país até então sem precedentes. 

23 de outubro: Proclamação da República da Hungria no dia do 33º aniversário da insurreição de 1956. Pela primeira vez, um país do bloco oriental suprime os termos "popular" e "socialista" em sua Constituição. 

4 de novembro: quase um milhão de pessoas - mais de três quartos da população -, se manifestam em Berlim Oriental, na maior congregação na RDA. 

7 de novembro: o governo da Alemanha de Leste é dissolvido, liderado desde 1976 por Willy Stoph. 

9 de novembro: o Muro de Berlim cai.
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