Estudo Dirigido: 2 / Comunicação e Expressão

Habilidade: Compreender e Expressar

Professor: Cleuber Cristiano de Sousa

Caro(a) aluno(a),

Esta atividade discursiva vale 25% de sua frequência no ED 2 / Comunicação e Expressão. Antes de respondê-la, estude o Texto Teórico e o texto complementar anexos a esta atividade.

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Boa Atividade!

Leia o texto abaixo para responder às questões propostas:

Globalização e Exclusão: A Dialética da Mundialização do Capital

GLOBALIZATION AND EXCLUSION

Tania Steren dos Santos

Professora do Departamento de Sociologia/UFRGS


RESUMO

O propósito deste trabalho é repensar o processo de desenvolvimento do capitalismo, apontando para algumas das inúmeras contradições da sociedade global. São analisadas duas questões fundamentais: o crescente processo de exclusão social, de grande parte da população mundial, e o papel do Estado-Nação. Considera-se esta última questão extremamente relevante, pois diante de uma tendência intrínseca do sistema à concentração da riqueza, de um lado, e a expansão da pobreza, de outro, o Estado se apresenta como a única salvaguarda real dos interesses vitais dos excluídos em cada país. Discutem-se também alguns aspectos da crise atual do sistema capitalista e o impacto do modelo neoliberal no acirramento das contradições sociais e na polarização dos interesses de classe. Propõe-se uma reflexão sobre formas alternativas de organização social.


Palavras-chave: globalização, exclusão social, contradições do capitalismo, papel dos Estados nacionais.


ABSTRACT

The purpose of this work is to rethink the process of capitalist development, pointing out to some of global society's numerous contradictions. Two central issues are examined: the growing process of social exclusion of a sizable part of the world population and the role of the nation-state. The latter is seen as extremely relevant in the light of the system's intrinsic trend to concentrate wealth while expanding poverty, when the state comes as the only real safeguard for vital interests of those excluded in each country. Some aspects of the current crisis in the capitalist system and the impact of the neoliberal model in deepening social contradictions and polarizing class interests are also discussed. A reflection on alternative forms of social organization is put forward.

Keywords: Globalization, social exclusion, capitalism's contradictions, role of national States.

O hiperconsumismo e a avalanche especulativa postergaram, amorteceram a crise de superprodução, ao longo da década de 1990. Sua música triunfalista embriagou os neoliberais, mas, ao se aproximar o ano 2000, a desaceleração econômica mostrava sua face. O sistema exclui e culpabiliza, criminalizando o excluído, liberando de culpa os demais, os integrados, em especial as cúpulas dominantes, legitimando seus comportamentos, suas estratégias econômicas e privilégios.

(Jorge Beinstein)

Introdução

Globalização e exclusão são dois conceitos que definem duas realidades interligadas. O primeiro designa as características atuais do processo de desenvolvimento do capitalismo em nível mundial e o segundo, sua consequência mais visível e imediata.

Os novos ideólogos da modernização, a partir da dicotomia tradicional-moderno, como antigamente, apresentam-nos a sociedade ocidental industrializada, tecnologicamente avançada e moderna como um modelo ideal a ser seguido pelos países da periferia. No seu entender, a história é uma sucessão de etapas, ou estágios graduais que levam necessariamente ao desenvolvimento. Atualizando a teoria da modernização para os dias atuais, encontram-se os mesmos argumentos funcionalistas para explicar a exclusão social: os "integrados" no mundo globalizado são aqueles que conseguem incorporar atitudes, valores e novos padrões de comportamentos mais adequados ao usufruto das oportunidades que as sociedades capitalistas oferecem a todos os seus cidadãos. As variáveis psicossociais novamente são consideradas as determinantes fundamentais da inclusão social, sendo a educação, a principal delas. A Internet transforma-se numa palavra mágica com força persuasiva: todos devem "integrar-se" à rede mundial para participar da era global.

No entanto, a abrangência da exclusão social, no âmbito internacional, tem tomado enormes proporções, o que a torna algo "disfuncional" ao sistema. No discurso das classes dominantes, os próprios indivíduos são culpabilizados pela sua exclusão do sistema, e as sociedades periféricas são consideradas as principais responsáveis pela sua situação de "atraso". A "incompetência e corrupção das elites" são consideradas, pelos novos teóricos da modernização, como a principal explicação para a situação de dependência dos países periféricos. Evidentemente que estes problemas existem, mas o que se quer salientar aqui é que uma conseqüência transforma-se em causa, encobrindo as reais determinações estruturais da crescente situação de exclusão social: as contradições da acumulação capitalista.

Miriam Limoeiro-Cardoso, ao interligar os conceitos de globalizar e excluir, explica de que forma o primeiro mistifica e oculta o conteúdo do segundo:

A noção de globalidade remete a conjunto, integralidade, totalidade. A palavra 'global' carrega consigo esse mesmo sentido de conjunto, inteiro, total. Sugere, portanto, integração. Desse modo, ou por esse meio, o uso do termo 'global' supõe ou leva a supor que o objeto ao qual ele é aplicado é, ou tende a ser integral, integrado, isto é, não apresenta quebras, fraturas, ou hiatos. Globalizar, portanto, sugere o oposto de dividir, marginalizar, expulsar, excluir. O simples emprego de 'globalizar' referindo- se a uma realidade que divide, marginaliza, expulsa e exclui, não por acidente ou casualidade, mas como regularidade ou norma, passa por cima desta regularidade ou norma, dificultando a sua percepção e mesmo omitindo-a. Consciente e deliberadamente, ou não, a utilização da palavra nestas condições tem exatamente tal eficácia (Limoeiro-Cardoso, 1999, p. 106).

Este estudo propõe uma reflexão a respeito de se a globalização representa um fenômeno novo ou não. A seguir é abordada a questão da dinâmica de desenvolvimento do capitalismo, focalizando, em especial, o problema da concentração de capital e da exclusão social. Discutem-se também alguns aspectos da crise atual do sistema capitalista e o impacto do modelo neoliberal no acirramento das contradições sociais e na polarização dos interesses de classe.

Na parte final deste estudo, analisa-se o papel do Estado-Nação no mundo globalizado. Considera-se esta última questão extremamente relevante, pois, diante de uma tendência intrínseca do sistema à concentração da riqueza, de um lado, e a expansão da pobreza, de outro, o Estado se apresenta como a única salvaguarda real dos interesses vitais dos excluídos em cada país. No entanto, é necessário lembrar que estes interesses somente serão levados em consideração na medida em que o Estado represente um compromisso real com um projeto popular de inserção econômica, política e cultural de todos os seus cidadãos.

O cenário mundial, neste início de século, apresenta-se como um universo múltiplo e complexo, caracterizado por uma crescente internacionalização da produção, do mercado, do trabalho e da cultura.

A globalização primeiramente se refere à rede de produção e troca de mercadorias que se estabelece em nível mundial. Também designa o fenômeno do intercâmbio político, social e cultural entre as diversas nações, atualmente intensificado pelas profundas transformações decorrentes da aplicação das inovações científicas e tecnológicas na área da comunicação. Ela é concebida, por muitos de seus ideólogos, como um novo patamar civilizatório e como um processo inexorável. Representaria também uma nova forma de organização das sociedades, capaz de superar as identidades nacionais e os particularismos, religiosos, étnicos e regionais. No entanto, de forma contraditória, ressurgem com força inusitada, em vários locais do planeta, diversas manifestações fundamentalistas, racistas e terroristas que a humanidade considerava quase superados.

Um primeiro questionamento, então, refere-se a se o fenômeno da "globalização" significa realmente algo "novo" ou representa desdobramentos de estruturas latentes já implícitas na própria constituição interna do sistema capitalista, cujas tendências já eram anteriormente conhecidas.

Bergesen considera que a globalização é um fenômeno novo e propõe que denominemos esta nova ciência de globologia, utilizando uma abordagem científica das estruturas e sistemas sociais de dimensão mundial (Bergesen, 1980). Entretanto, convém expressá-lo claramente, a globalização não é um fenômeno novo. Nesta linha de entendimento, Paulo N. Batista Júnior denuncia o que chama defalsa novidade e explica que:

Criou-se um ambiente intelectual propicio para conferir ares de novidade a acontecimentos e tendências que constituem a repetição, sob nova roupagem, de fenômenos às vezes bastante antigos. De um ponto de vista histórico "globalização" é a palavra da moda para um processo que remonta, em última análise, à expansão da civilização européia a partir do final do século XV (Batista Júnior, 1997, p. 6).

Por sua vez, Aldo Ferrer também concorda com esse ponto de vista:

En definitiva, el debate actual sobre la naturaleza y alcances de la globalización no es nada nuevo. Se refiere al mismo problema historico: como resuelve cada país el dilema de su desarrollo en un mundo global para no quedar atrapado en el sistema de relaciones articulado, en su beneficio, por los intereses y potencias dominantes (Ferrer, 1998, p. 157).

Ferrer afirma que foi construída uma ficción de la realidad, uma ficción globalizadora e questiona o mito da globalización sin precedentes históricos. Ele critica aqueles que consideram que estaríamos diante da presença de um fenômeno sem antecedentes.

É evidente que seus mecanismos de atuação são conhecidos de longa data, mas é possível identificar alguns aspectos novos do fenômeno. Uma diferença importante entre o imperialismo e a globalização, é que enquanto a expansão imperialista do início do século XX era comandada pelas potências estatais, atualmente são os conglomerados privados internacionais os detentores reais do poder econômico, político e militar. Uma outra "novidade" é que a modernização tecnológica trouxe impactos consideráveis sobre os sistemas produtivos, os serviços e os meios de comunicação, tornando-os mais eficientes e dinâmicos.

A partir de uma perspectiva histórica, Immanuel Wallerstein trabalha com a noção de sistema mundial moderno, que é conceituado como a economia capitalista mundial (Wallerstein, 1987). Também François Chesnais considera mais adequado denominar o fenômeno da globalização de mundialização do capital, pois ele representa o próprio regime de acumulação do capital, e explica: o conteúdo efetivo da globalização é dado não pela mundialização das trocas, mas pela mundialização das operações do capital, em suas formas tanto industriais quanto financeiras (Chesnais, 1995, p. 4).

Um dos autores que se têm dedicado, de forma mais aprofundada, à reflexão da temática da globalização, é Otávio Ianni. Atualizando o referencial marxista, ele apresenta uma série de novas conceituações para caracterizar as transformações históricas mais recentes do capitalismo:

aldeia global, cidade global, comunicação virtual, desterritorialização, redes de corporações, nova divisão internacional do trabalho, neofordismo, acumulação flexível, zona franca, mercado-mercadoria e moeda global, planejamento global, sociedade civil mundial, cidadania mundial, exército industrial ativo e de reserva global, pensamento universal (Ianni, 1996, p. 50).

Também surgem novas conceituações para definir organizações mundiais emergentes, organizadas em forma de redes: instituições supranacionais, tribunais de justiça internacionais, movimentos sociais e Organizações Não-Governamentais (ONGS) de dimensões internacionais, entre outras. Por sua vez, surgem diversos sistemas de comunicação global: Net, Internet, etc.

De todo o exposto anteriormente, conclui-se que a globalização parece novidade, mas não é. Marx já fazia referência às formas de expansão do capitalismo, ao mercado mundial e às transformações da grande indústria e dos monopólios, enfatizando o papel da burguesia no sentido de desenvolver o caráter internacionalista da produção e do consumo. O modo de produção capitalista precisa de dimensões mundiais para viabilizar sua produção e reprodução material e intelectual.

A tendência do sistema capitalista à expansão contínua das forças produtivas é algo inato à sua constituição. No entanto, contraditoriamente, os obstáculos decorrentes das relações de produção (apropriação privada dos meios e riquezas geradas), explicam as constantes crises do sistema, cujas implicações hoje são mundiais.

Giovanni Arrigui afirma que o sistema capitalista não pode expandir-se indefinidamente e pergunta: Será que as estruturas do regime americano constituem o limite máximo do processo de seis séculos de expansão que hoje parecem tudo abranger (globalização)? Qual o sistema emergente? (Arrigui, 1996, p. 74). Esta questão polariza o debate intelectual internacional, numa era em que novas formas de organização da vida social se insinuam. Uma das alternativas ao modelo neoliberal hegemônico é o neosocialismo (Ianni, 1996), e outros apostam no socialismo de mercado ou no capitalismo socializado, entre outras denominações. Os que consideram que o capitalismo ainda não entrou na etapa "senil" confiam ainda no seu fôlego e procuram introduzir reformas, sem modificar as estruturas dominantes.

Na verdade, a globalização hoje apresenta uma nova face, mas sua dinâmica foi estudada já no século XIX e no XX, principalmente por autores marxistas preocupados em explicar os mecanismos da acumulação do capital e da expansão dos monopóliosimperialistas. A referência a fenômenos históricos anteriores não significa, porém, desconhecer a emergência de novas realidades e conceituações, pois, como bem assinala Alain Lipietz: é muito possível que o marxismo enquanto teoria social (convenientemente reelaborada) se mostre mais útil do que se imagina hoje (Lipietz, 1991, p.236).

Merece especial atenção a análise do impacto das mudanças que a globalização, liderada fundamentalmente pela revolução científica e tecnológica, está provocando na estrutura interna das sociedades contemporâneas e nas relações internacionais.

A modernização da tecnologia, entre outros fatores, tem gerado profundas transformações nos processos produtivos e nas estratégias de reprodução do capitalismo, mas deve-se salientar que a estrutura básica do sistema opera através dos mesmos mecanismos. O processo de globalização, embora se consolide nas últimas décadas, já estava contido no capitalismo desde sua origem. Este modo de produção já nasceu com vocação internacional, pois a dinâmica da acumulação, concentração, centralização e internacionalização do capital faz parte da sua própria constituição e forma de expansão.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANDERSON, Perry. Manifesto da nova esquerda. Revista Praga, estudos marxistas. São Paulo: Editora Hucitec, n.9, 2000, p. 7-25. [ Links ]

ARRIGHI, G. O longo Século XX. São Paulo: UNESP, 1996. [ Links ]

BATISTA JÚNIOR, Paulo N. Mitos da globalização. São Paulo: Série Assuntos Internacionais/IEA da USP, 1997.[ Links ]

BEINSTEIN, Jorge. Capitalismo senil, a grande crise da economia global. Rio de Janeiro: Editora Record, 2001.[ Links

Para ler o ARTIGO CIENTÍFICO: Globalização e Exclusão: A Dialética da Mundialização do Capital, de Tania Steren dos Santos, na íntegra, incluindo as referências, é só clicar: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-45222001000200008&lng=pt&nrm=iso

QUESTÃO 1

Habilidades a serem desenvolvidas

Operatória(s):

Compreender o conteúdo do texto;

Dominar os aspectos de organização textual típicos do gênero;

Dominar as relações lógico-semânticas entre as ideias do texto e os recursos linguísticos usados em função dessas relações.

Específica(s):

Identificar a finalidade do texto de acordo com o gênero textual;

Identificar as características do gênero.


DADOS DA QUESTÃO

Os novos ideólogos da modernização, a partir da dicotomia tradicional-moderno, como antigamente, apresentam-nos a sociedade ocidental industrializada, tecnologicamente avançada e moderna como um modelo ideal a ser seguido pelos países da periferia. No seu entender, a história é uma sucessão de etapas, ou estágios graduais que levam necessariamente ao desenvolvimento. Atualizando a teoria da modernização para os dias atuais, encontram-se os mesmos argumentos funcionalistas para explicar a exclusão social: os "integrados" no mundo globalizado são aqueles que conseguem incorporar atitudes, valores e novos padrões de comportamentos mais adequados ao usufruto das oportunidades que as sociedades capitalistas oferecem a todos os seus cidadãos. As variáveis psicossociais novamente são consideradas as determinantes fundamentais da inclusão social, sendo aeducação, a principal delas. A Internet transforma-se numa palavra mágica com força persuasiva: todos devem "integrar-se" à rede mundial para participar da era global.

O texto acima foi extraído da introdução do artigo científico Globalização e Exclusão: A Dialética da Mundialização do Capital, de Tania Steren dos Santos, e apresenta características específicas deste gênero da esfera acadêmica. As abordagens demonstram o grau de focalização, no momento de elaboração do texto/parágrafo. Com base nesta afirmação e analisando as palavras grifadas, selecione a abordagem predominante e justifique sua escolha.

Abordagens:

Ideológica

Histórica

Funcionalista

Psicológica

Social

Psicossocial

Educacional

Tecnológica

Justificativa:


QUESTÃO 2

Habilidades a serem desenvolvidas

Operatória(s):

Compreender o conteúdo do texto;

Dominar aspectos de organização textual típicos do gênero;

Sintetizar texto.

Específica(s):

Localizar/reconhecer informações do texto, fazendo uso de inferência;

Sintetizar texto.


DADOS DA QUESTÃO

Os organizadores textuais (conectivos) são fundamentais para a clareza e a coerência dos gêneros da esfera acadêmica, no caso específico, a resenha, contribuindo para relacionar as ideias da obra e destacar o posicionamento do resenhista quanto ao escrito. A seguir vai uma lista com alguns conectivos e as relações que eles podem estabelecer entre uma ideia e outra:


Ordem

Natureza

Conectivos

1

Adição

E, nem, também, não só... mas também.

2

Alternância

Ou...ou, quer... quer, seja... seja.

3

Causa

Porque, já que, visto que, graças a, em virtude de, por (+ infinitivo).

4

Conclusão

Logo, portanto, pois.

5

Condição

Se, caso, desde que, a não ser que, a menos que.

6

Comparação

Como, assim como.

7

Conformidade

Conforme, segundo.

8

Consequência

Tão...que, tanto...que, de modo que, de sorte que, de maneira que.

9

Explicação

Pois, porque, porquanto.

10

Finalidade

Para que, a fim de que, para (+infinitivo).

11

Oposição

Mas, porém, entretanto, embora, mesmo que.


(Extraído do texto teórico ED 2/Comunicação e Expressão/2013/2)

Com base no conceito de organizadores textuais e na lista de conectivos apresentada, analise o marcador em destaque e selecione a sua natureza, justificando a resposta, em conformidade com a relação estabelecida entre uma ideia e outra, no parágrafo abaixo.

A tendência do sistema capitalista à expansão contínua das forças produtivas é algo inato à sua constituição. No entanto, contraditoriamente, os obstáculos decorrentes das relações de produção (apropriação privada dos meios e riquezas geradas), explicam as constantes crises do sistema, cujas implicações hoje são mundiais.


Justificativa:


QUESTÃO 3

Habilidades a serem desenvolvidas

Operatória(s):

Compreender o conteúdo do texto.

Específica(s):

Identificar a temática do texto.


DADOS DA QUESTÃO

A clareza e a coerência do resumo são garantidas pela indicação das relações entre as ideias com uso de conectivos que melhor expressem as relações entre as ideias do texto original. É necessário ressaltar que estes elementos coesivos contribuem para a coerência textual, proporcionando assim circularidade e a tessitura necessária para que sejam asseguradas as relações de sentido. No parágrafo extraído do artigo científicoGlobalização e Exclusão: A Dialética da Mundialização do Capital, de Tania Steren dos Santos, observam-se grifados termos classificados, respectivamente, como numerais cardinais e ordinais.

Analise as afirmações acima e se posicione acerca da função destes termos no parágrafo, verificando se o uso destes conectivos contribuiu para maior entendimento do texto.

Globalização e exclusão são dois conceitos que definem duas realidades interligadas. O primeiro designa as características atuais do processo de desenvolvimento do capitalismo em nível mundial e o segundo, sua consequência mais visível e imediata.

1

Respostas

2013-09-24T21:27:27-03:00
Questão 2: No entanto é uma conjunção adversativa ou seja, expressa oposição entre uma oração e outra. 
87 4 87