Notícia de 17/08/2010. Na Folha de S.Paulo de domingo (15/8), uma charge de Jean Galvão pega carona na piada pronta que a Secretaria de Educação de São Paulo soltou recentemente, em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com a USP e a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Uma iniciativa inesperada, custosa, duvidosa e diria até perniciosa. O título quer nos entusiasmar: "Programa Multiplicando Saber". O investimento total para este programa será de US$ 663 mil, em que a Secretaria participará com US$ 130 mil, o BID com US$ 200 mil e os demais parceiros com US$ 333 mil. Na prática, estão previstas sessões de estudo de matemática para alunos do ensino fundamental, sob a orientação de outros estudantes provenientes do ensino médio da rede estadual paulista. Quem terá redigido essa explicação tão positiva sobre o Programa? "Em dois dias da semana, durante 12 semanas, o tutor se reunirá com o grupo de pupilos para auxiliá-los na compreensão do material ensinado pelo professor de matemática em sala de aula. A tutoria deve se desenvolver em um ambiente informal e flexível, mas focalizado no aprendizado do conteúdo de matemática, conforme ensinado pelo professor. Em tal atmosfera, semelhante a uma aula particular, não só o aprendizado do conteúdo deve ser facilitado, como também a transferência dos tutores para os pupilos de outros valores positivos – como a importância da educação, sociabilidade, estratégias efetivas de estudo, e interesse pela matemática. Nesta atmosfera informal e menos estruturada que a sala de aula, os alunos sentem-se mais confortáveis para colocar suas dúvidas e interagir de forma proveitosa com seus pares." Os pupilos (o redator desse texto terá nascido no século 18?), nesse primeiro momento, serão alunos dos 6º e 7º anos do ensino fundamental, com 11 a 12 anos de idade (ou mais velhos, como sabemos que existem). Os tutores serão adolescentes do 2º e 3º anos do ensino médio e receberão bolsa mensal de R$ 115 entre setembro e novembro deste ano. A nobre missão desses adolescentes será atuar como verdadeiros educadores, sem nenhuma experiência docente, sem diploma de Pedagogia (...) O Programa é apresentado como se tudo fosse muito natural. A meta é identificar 35 "pupilos" por escola de ensino fundamental e 15 "tutores" por escola do ensino médio. Mas o que realmente causa surpresa e apreensão é que os estudantes com baixo rendimento em matemática receberão ajuda monetária, como explica o artigo da Folha de S.Paulo do dia 13/8:"O governo de São Paulo vai pagar até R$ 50 a alunos do ensino fundamental (11 e 12 anos) com notas baixas que participem de aulas de reforço em matemática – disciplina em que os resultados da rede estadual são piores. O dinheiro será dado diretamente ao estudante, e não a sua família." (...) Disponível em: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/o_merito_ao_contrario Acesso em: 15/01/2013 isponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/char15082010.gif Acesso em: 15/01/2013 Visto que o texto faz referência a charge que lhe é subsequente, aponte os seguintes aspectos: a) intertextualidade entre o texto e a charge; b) posicionamento do texto e da charge em relação ao programa Multiplicando o Saber, identificando aspectos verbais e não verbais que justifiquem sua resposta.

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Respostas

2013-04-01T10:33:00-03:00

O charge e o texto estabelecem entre si relações, pois o texto cita a charge no que se diz respeito ao programa lançado pela Secretaria de Educação de São Paulo, programa denominado de Multiplicando o Saber. Dessa forma, a charge revela ironicamente os possíveis acontecimentos com o programa, que podem ir de encontro com a finalidade do ensino que é educar. O texto também faz uma crítica ao programa, visto que esse revela problemas que podem ocorrer, sendo o programa já falho desde sua criação. Portanto, o texto faz uma intertextualidade da charge e ambos fazem uma crítica ao programa multiplicando saber.

Podemos identificar ainda que na charge ela se utiliza de elementos verbais e não verbais, ao mostrar a indiferença do professor que tem o dever pedagógico de ensinar aos seus alunos, a charge se utiliza de elemento não verbal.

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