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2013-10-16T16:48:54-03:00
Foi o nome dado pelo publicitário Washington Olivetto ao período em que os jogadores do Corinthians participavam das decisões do clube. De 1981 a 1985, tudo era resolvido pelo voto, das contratações ao local de concentração. O movimento existiu graças ao encontro das pessoas certas no momento propício. A campanha de 1981 foi uma das piores da história. O time terminou na 26ª posição no Brasileiro e, no Paulista, amargou um oitavo lugar que o rebaixou para a segunda divisão do Brasileiro de 1982 - na época, os estaduais determinavam a classificação para o campeonato nacional. Em abril, o clube elegeu Waldemar Pires como presidente, encerrando o reinado de Vicente Matheus. Pires indicou para a diretoria de futebol o sociólogo Adílson Monteiro Alves, um cartola inexperiente que ouvia os jogadores. Entre eles estavam os politizados Sócrates e Wladimir. Foi aí que começou a revolução. Entre outras medidas, os atletas liberaram os casados da concentração. Em campo, a autogestão rendeu gols. O técnico Mário Travaglini levou o time às semifinais do Brasileiro e faturou o campeonato paulista de 1982. A Democracia começou a minguar em 1984, quando Sócrates foi para a Itália e Casagrande para o São Paulo. Em 1985, Pires tentou eleger Alves como sucessor e foi derrotado. Era o fim. Essa história é contada no livro Democracia Corintiana - A Utopia em Jogo, de Sócrates e Ricardo Gozzi.