A Revolução será twitada A chamada Primavera Árabe mudou o cenário geopolítico no Oriente Médio e no norte da África e a internet, afirmam analistas, teve um papel fundamental na consolidação do movimento. Foi por meio das redes sociais - como o Facebook, o Twitter e o Youtube - que a juventude organizou e espalhou informações sobre protestos, ainda que em alguns casos as comunicações estivessem sob controle do regime. O relatório sobre mídias sociais publicado em junho pela Dubai SchoolofGovernment mostra dados que ilustram a influência da internet na Primavera Árabe. Segundo o documento, nove em cada dez tunisianos e egípcios afirmaram ter usado o Facebook para organizar protestos ou disseminar seu conhecimento sobre as marchas. Destas manifestações - e foram dezenas em cada país - apenas uma não saiu da web para ganhar as ruas. As redes sociais, considerando desde seu uso até o crescimento de número de usuários, desempenharam "uma função crítica na mobilização, na formação de opinião e ao influenciar mudanças" no mundo árabe, pontua o relatório. Geração insatisfeita e na internet O fenômeno é simples de entender - basta ligar os pontos. A imensa maioria dos manifestantes tem entre 15 e 30 anos, justamente a geração que usa a internet como principal ferramenta de comunicação. Ao mesmo tempo, é a mais prejudicada com desemprego e cerceamento às liberdades. Como eles estão habituados às redes sociais, tendem a transformá-las em plataformas eficiente para acionar uns aos outros de forma rápida sobre as manifestações. Nos quatro primeiros meses de 2010, o número de usuários do Facebook no mundo árabe girava em torno de 14,8 milhões. No mesmo período deste ano, o total havia quase dobrado - eram 27,7 milhões. A maioria, segundo a Dubai SchoolofGovernment, estava interessada nos movimentos revolucionários. Hashtags A movimentação no Twitter seguiu a mesma linha. O maior número de acessos ao site de microblogs na Tunísia ocorreu em 14 de janeiro, quando começaram os protestos que derrubaram Zine el-Abidine Ben Ali. No Egito, o pico foi em 11 de fevereiro, data da renúncia de Hosni Mubarak, apesar de o governo ter cortado os serviços de internet quase integralmente por cinco dias. Os egípcios, inclusive, ocuparam o topo da lista de assuntos mais comentados no ano no Twitter. A hashtag #Egypt (Egito, em inglês) foi a mais usada em 2011. Entre janeiro e março, 1,4 milhão de mensagens com a etiqueta foram enviadas. No mesmo período, foram publicadas 1,2 milhão de postagens com o marcador #Jan25, data do início das manifestações no Cairo - e a 10ª hashtag mais usada no ano. Entre os fatos internacionais mais comentados na rede social, novamente a renúncia de Mubarak encabeça a lista. Na quinta colocação, outro ditador, Muamar Kadafi, o coronel capturado e morto pelos rebeldes da Líbia após oito meses de guerra civil e cujos últimos momentos foram registrados por câmeras de celulares e, depois, espalhados na internet. Imagens da revolução Na Síria, a imprensa estrangeira não tem liberdade de atuação. Na Líbia, havia repórteres, mas o regime de Kadafi mantinha a atividade sob estrito controle. As imagens dos confrontos nesses países chegaram ao resto do mundo graças aos próprios opositores, que usaram dispositivos móveis, como câmeras e celulares. Bastou uma brecha na web mantida sob rígido controle pelo regime de Damasco para o planeta todo assistir a um vídeo do corpo de um garoto sírio torturado pelas tropas de Bashar al-Assad, despertando a ira de opositores e conquistando as preocupações de outros países sobre a situação da violência e dos direitos humanos na Síria.No YouTube, centenas de gravações mostravam as multidões fugindo enquanto feridos eram carregados e corpos jaziam sem vida nas ruas de cidades como Homs e Hama. Era o grito dos sírios contra a barbárie de seu presidente. Assad permanece no poder, mas não alivia as restrições ao uso da internet ou à imprensa, apesar das pressões. Mesmo sem acesso às redes, seus opositores apresentam-se como uma grande ameaça contra o regime. O líder sírio sabe o que ocorreu com os vizinhos e o rígido controle sobre as comunicações mostram que ele reconhece a força da web e, principalmente, o poder de um povo que vive há anos sob uma ditadura.
Tomando por base o texto acima, redija um texto dissertativo abordando o impacto da sociedade em rede no cenário político mundial, traçando um paralelo com o atual cenário político brasileiro.

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Respostas

2013-10-19T19:40:18-03:00
  O cenário politico mundial não e o mesmo de os tempos da ditadura, nem do absolutismo. Com as revoluções que são feitas por insatisfação ou indignação do povo, conseguimos mudar alguns absurdos políticos. O não aceitamento de corrupção escancarada, de altas tarifas nos trasportes públicos, falta de hospitais com atendimento básico, já são fatores para o estopim para as passeatas.
  A Primavera Árabe, teve como principal lema a queda de regimes autoritários, alguns que estavam em regência a mais de 40 anos. A ida as ruas fez com que fossem derrubados esses ditadores. O povo tem o poder, afinal são maioria em qualquer que seja o lugar, e não podem sem comandados por uma minoria.
  No Brasil a aceitação de escândalos de corrupção, saúde publica precária, falta de saneamento básico e educação de péssima qualidade, já passava de anos. Até que o aumento da tarifa do transporte público foi o estopim. Os cidadãos vivem em sua maioria com salários mínimos, aumento de centavos faz grande diferença no orçamento familiar.
  Com a ida as ruas, o povo, seja Árabe ou Brasileiro, obtiveram resultados significativos e conseguiram alguns de seus anseios por melhores condições de vida. A manifestação de forma sensata e organizada sempre será a melhor forma para grandes massas obterem resultados positivos, afinal já dizia um velho ditado popular "A voz do povo, é a voz de Deus".
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