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2013-04-10T09:08:00-03:00

Vou ser sincero nao tenho certeza, mas acho que seria a Teoria da contingência ou Teoria contingencial

2013-04-10T09:23:31-03:00

O objetivo deste artigo é caracterizar as formas de integração da gestão ambiental em organizações industriais, sob uma abordagem teórico-metodológica pertinente à Organização Industrial, a partir de experiências internacionais. Para tanto, são articuladas contribuições ao debate sobre as formas de integração da gestão ambiental nas organizações industriais, focalizando as alterações na estrutura interna e nas relações externas destas organizações. A discussão final propõe a necessidade de investigações mais sistemáticas neste tema no Brasil, contempla a importância de se desvendar os mecanismos pelos quais as transformações estruturais das organizações poderiam influenciar positivamente seu desempenho ambiental e advoga a viabilização da participação das partes interessadas.

Palavras-chave: Gestão ambiental, mudança organizacional, estrutura organizacional, economia industrial

INTRODUÇÃO

A visão preponderante durante muito tempo sobre a internalização da dimensão ambiental por organizações industriais – objeto mais geral deste artigo – foi aquela da tradicional Economia do Meio Ambiente, caracterizada, de um lado, pela concepção microeconômica de "caixa preta" da firma pontual e, de outro, pela perspectiva reativa desta internalização, isto é, a idéia da associação da internalização desta dimensão ao aumento dos custos de operação daquelas organizações.1

É somente mais recentemente, principalmente a partir dos anos 80, que esta visão é rompida, tanto pela prática dos processos de internalização quanto pelas análises desses processos.  Desde então, a visão prevalecente dá lugar à abertura da "caixa preta" da firma, por meio da análise de seus aspectos organizacionais e tecnológicos, e à focalização das motivações proativas desta internalização.

A progressiva integração da gestão ambiental nas atividades das organizações industriais pode ser compreendida neste movimento de ruptura. Esta integração pode, como indicam pesquisas empreendidas na década passada (DONAIRE, 1992; LLERENA, 1996; FAUCHEUX et alii, 1997),  interferir em diversos níveis na alteração da organização das empresas e é neste contexto que se propõe a contribuição deste artigo. O objetivo central, aqui, é caracterizar as formas de integração da gestão ambiental em organizações industriais, sob uma perspectiva teórico-metodológica pertinente à Organização Industrial (OI), a partir de experiências internacionais. Para tanto, são articuladas importantes contribuições ao debate sobre as formas de integração da gestão ambiental nas organizações industriais privadas, focalizando particularmente as alterações na estrutura interna e nas relações externas destas organizações.

Quanto à metodologia adotada, cabe fazer duas observações. Em primeiro lugar, a escolha dos autores obedeceu aos seguintes critérios: i) tratamento das transformações da estrutura organizacional a partir da integração da gestão ambiental; ii) relevância teórica; iii) ilustração de casos para as transformações identificadas. Em segundo lugar, o tratamento da bibliografia foi feito a partir de uma mise en perspective das principais contribuiçõesque consiste em "fazer dialogar" representantes do debate provenientes de domínios acadêmicos diferentes, tradições teóricas diversas e enfocando a mesma temática, qual seja, a das transformações das organizações quando da internalização das questões ambientais.

Do ponto de vista teórico, a abordagem da OI é empregada para o cruzamento das categorias "áreas de competência de uma organização industrial" (a partir de FERRAZ et alii, 1995) com as formas e exemplos de "integração matricial da gestão ambiental", apresentadas por diversos autores (como DONAIRE, 1999; FAUCHEUXet alii, 1997; e PORTER & VAN DER LINDE, 1995).