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2013-11-24T15:55:33-02:00
Por anos, economistas sabem que a China está sentada numa perigosa bomba de dívida. Larry Lang, um conhecido economista de Hong Kong, foi um pouco mais além recentemente, afirmando que o pavio já foi aceso e é apenas uma questão de tempo antes que tudo exploda.Numa cimeira econômica em 16 de março na China, o Prof. Lang disse que uma crise bancária já começou e que isso levará em breve a uma crise econômica de grandes proporções.Larry Lang havia levantado esse ponto em novembro passado, observando que uma crise bancária é um dos grandes perigos enfrentado pela economia chinesa, junto com o excesso de capacidade e a inflação, segundo o Diário da Manhã de Lanzhou.O professor disse na cimeira recente que o início da crise bancária atual na China foi marcado pelo preço das ações do Banco das Comunicações ter despencado abaixo do valor contábil em 1º de junho de 2012.A causa da crise bancária generalizada é que governos locais em todo o país estão se tornando inadimplentes em suas dívidas, o que tem acontecido desde abril do ano passado em Shanghai e nas províncias de Sichuan e Yunnan.O sistema bancário da China tem tido muitos problemas nos últimos anos. Entre seus 16 bancos listados, 10 viram os preços de suas ações caírem abaixo do valor contábil, com outros cinco estando muito perto, afirmou Larry Lang, acrescentando que nenhum outro país tem apresentado esses dados.Enquanto bancos regulares estão afundando em dívidas, o sistema bancário colateral, que inclui empréstimos privados, de crédito corporativo e operações de financiamento clandestinas, também enfrenta problemas, disse Lang.“O sistema bancário colateral é preferido por muitas empresas locais, imobiliárias e fabricantes e tem 30 trilhões de yuanes (US$ 4,8 trilhões) em valor de empréstimos no mercado”, disse Lang. Frequentemente, por causa do monopólio estatal sobre o sistema bancário, as empresas privadas não são capazes de obter empréstimos nos bancos convencionais, então, eles se voltam para este sistema colateral usurário.Larry Lang previu que o sistema bancário colateral em breve acumulará dívidas demais e se tornará “outra terrível crise financeira para a China”. As autoridades admitiram tal situação quando Xiao Gang, o presidente do Banco da China, observou em outubro de 2012 que o sistema bancário colateral representa “riscos enormes aos sistemas bancário e financeiro da China”.Quase simultaneamente com as lúgubres previsões recentes de Lang, surgiram relatórios da Nomura Holdings Inc. e do JP Morgan. Ambas as empresas alertaram os investidores sobre a emergente crise financeira na China.Nomura soou o alerta de que a economia chinesa apresenta os mesmos sintomas preocupantes que desencadearam a crise financeira de 2008, informou a CNBC.O JP Morgan rebaixou a classificação da China e recomendou baixas apostas contra os maiores bancos do país, citando preocupações sobre a desaceleração do crescimento e a inflação.“Valores enormes estão presos no mercado imobiliário e algumas plataformas locais de financiamento emprestaram quantias fabulosas dos bancos estatais”, disse o Dr. Frank Xie, professor da Escola de Administração da Universidade da Carolina do Sul–Aiken, à Rádio Som da Esperança. “Agora que a receita de venda de terras dos governos locais caiu significativamente, eles não podem pagar suas dívidas. Assim, os empréstimos bancários se tornarão dívidas ruins.”O Prof. Xie acrescentou que a crise da dívida dos bancos tem levado o preço de suas ações a cair abaixo do patrimônio líquido. “De fato, os bancos já estão insolventes”, disse Frank Xie, “em outras palavras, muitos bancos chineses estão perigosamente perto de falência.”A China será afetada profundamente por uma crise bancária, muito mais do que os países democráticos desenvolvidos, afirmou o Dr. Xie, acrescentando que as autoridades comunistas não encontrarão uma saída fácil.A consequência imediata da falência, segundo ele, seria que as pessoas não poderiam obter seus depósitos de volta. “Se o regime usar a força para impedir as pessoas saquem seu dinheiro, os chineses provavelmente protestarão” e isso pode derrubar o regime, disse ele. Por outro lado, se o regime imprimir ainda mais dinheiro para resolver o problema, “a inflação, que já está alta, disparará”. Isso resultará em maior deslocamento econômico e desencadeará distúrbios civis.
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2013-11-24T16:57:22-02:00
Crise na China gera crescente preocupaçãoWASHINGTON – A China enfrenta problemas muito mais profundos do que o mundo suspeita e países como os Estados Unidos e corpos internacionais precisam ajustar sua política em conformidade. Esta foi a mensagem apresentada recentemente por palestrantes no Capitólio dos EUA e nas Nações Unidas.Gordon Chang, especialista em China e autor do livro de 2001 “The Coming Collapse of China”, diz que enquanto a transferência de poder, que ocorre uma vez em cada década, se próxima com o 18º Congresso Nacional do Partido Comunista Chinês (PCC), o PCC está envolvido numa acirrada luta interna na liderança, a economia está esfriando e a insatisfação popular aumentando.Significativamente, os militares chineses, agora a agência mais organizada, estão interferindo cada vez mais para preencher o vazio, alertou ele.Após o 18º Congresso do PCC, o Exército da Liberação Popular pode se tornar a facção mais poderosa do PCC, disse Gordon Chang, comparando os “arrogantes” e “às vezes belicosos” jovens oficiais militares chineses de hoje com os do Japão de antes da 2ª Guerra Mundial. “Eles estão pensando sobre o que podem fazer e não sobre o que devem fazer”, disse ele. “Eles estão procurando por uma briga.”Chang, que também escreve para a revista Forbes, argumenta que o boom econômico da China foi uma questão de tempo: as reformas iniciais do líder chinês Deng Xiaoping, além de uma mão de obra pronta e capaz, coincidiram com uma economia global faminta por produtos.Essas condições não existem mais, disse ele, a economia chinesa está desacelerando e pode “já estar em recessão”. “As rodas estão saindo da China e não sabemos para onde esse país está caminhando”, disse ele.Chang falava num fórum sobre o tema “Respondendo à crise do regime na China”, realizado numa sala de reuniões no Capitólio dos EUA e patrocinado pelo Epoch Times. Ele foi acompanhado por: Li Ding, Ph.D, diretor-executivo da Chinascope, uma revista que oferece traduções para o inglês e análises de importantes documentos do PCC, da mídia chinesa e relatórios acadêmicos; Matthew Robertson, editor de China do Epoch Times; e David Matas, um advogado de direitos humanos que é o autor (com David Kilgour) do texto investigativo sobre a colheita de órgãos de praticantes do Falun Gong, chamado “Colheita Sangrenta”.Li Ding disse que os chineses não têm mais fé na liderança chinesa, com centenas de milhares de protestos em massa ocorrendo na China anualmente, segundo as melhores estatísticas.A informação pode ser dividida em duas correntes: a linha oficial do Partido Comunista, que ninguém acredita; e os relatos pessoais, histórias, opiniões e rumores que circulam ao redor e online e com os quais o povo chinês estabelece seu próprio entendimento. “A máquina de propaganda não é mais eficaz”, disse Ding.