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2014-02-20T11:55:10-03:00
 Segundo a qual não há relação de causalidade ou de hierarquia entre corpo e espírito: nem o espírito é superior ao corpo, como afirmam os idealistas, nem o corpo determina a consciência, como dizem os materialistas. A relação entre um e outro não é de causalidade mas de expressão e simples correspondência, pois que se passa em um deles exprime-se no outro:  alma e o corpo expressam a mesma coisa, cada um  a seu modo próprio.  
 Não convém, portanto, dizer que o corpo é passivo enquanto a alma é ativa, ou vice-versa. Quando passivos, o somos de corpo e alma; quando ativos, o somos de corpo e alma também. Somos ativos quando autônomos senhores de nossa ação, e passivos quando o que ocorre em nosso corpo ou alma tem uma causa externa mais poderosa que nossa força interna. Daí decorre a heteronomia.     Vejamos como Espinosa concebe as paixões da alegria e da tristeza. Qual a diferença entre elas? EtimologiaPaixão: Em grego, pathos significa “padecer”, “sofrer”, no sentido de algo que ocorre no sujeito independentemente de sua vontade. Ao padecer, não somos nós que agimos, mas sofremos a ação de uma causa exterior. 
• A alegria é a passagem do ser humano de uma perfeição menor para uma maior. • A tristeza é a passagem do ser humano de uma perfeição maior para uma menor. 
    A paixão alegre, ao aumentar o nosso ser e a nossa potência de agir, aproxima-nos do ponto em que nos tornaremos senhores dela e, portanto, dignos de ação. Assim, o amor é a alegria do amante, fortificada pela presença do amado ou da coisa amada. Outras expressões da alegria são o contentamento, a admiração, a estima, a misericórdia. A paixão triste afasta-nos cada vez mais da nossa potência de agir, por ser geradora de ódio, aversão, temor, desespero, indignação, inveja, crueldade, ressentimento, melancolia, remorso, vingança etc. 
     E quanto à alma: qual é sua força e sua fraqueza?  A virtude da alma, no sentido primitivo de força, de poder, consiste na atividade de pensar, conhecer. Portanto, sua fraqueza é a ignorância. Quando a alma se reconhece capaz de produzir idéias, passa a uma perfeição maior e é afetada pela alegria. Mas, se em alguma situação a alma não consegue entender, a descoberta de sua impotência provoca o sentimento de diminuição do ser e, portanto, a tristeza.  Nesse caso, a alma está passiva.
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