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2014-03-01T13:52:36-03:00

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Cara Rayza,

Há duas formas de explicar o surgimento da Terra e do gênero humano: 1 os mitos ou lendas criacionistas; 2 o evolucionismo . Uma delas consiste no criacionismo, que são os mitos e lendas nos quais Deus - ou deuses ou seres mitológicos ou espíritos, a depender da religião, do período histórico, e da cultura- criou(aram) o mundo e o homem do jeito que é hoje, sem alterações, pronto e em tempos recentes (para os padrões evolutivos, ou seja, há alguns milhares de anos, no máximo). Essa é a perspectiva fixista.

Essa perspectiva acima foi a maneira como o homem pré-histórico ou há milênios, carente dos instrumentos e conhecimentos adequados, utilizou para explicar a própria origem e a do mundo, dentre outros fenômenos.

Após milênios da ampliação do desenvolvimento humano, com a criação de técnicas e tecnologias que nossos antepassados não possuíam, descobrimos que há um fenômeno denominado evolução, que é a base e essência da vida.

Nesse sentido, a teoria evolucionista é a base de toda a biologia atual, apresentando respaldo do ponto de vista genético, geológicos, paleontológico, matemático, dentre outros elementos, demonstrando a existência do ser humano não enquanto separada dos demais animais, mas intimamente relacionada.

Em uma tentativa de fazer parecer ciência e não estar contrários às observações científicas, alguns criacionistas passaram a acreditar que a evolução foi criada e conduzida por Deus, deuses, espíritos ou outros entes sobrenaturais, apesar da ausência de provas sobre isso.

Nesse sentido, o processo evolutivo é semelhante ao que ocorre durante o desenvolvimento do ser humano. De uma única célula, o zigoto (formado pela união do espermatozoide e do óvulo), após sucessivas divisões, gera todas as células e diferentes tecidos do recém-nascido, formando o bebê. Ou seja, podemos considera que um ser unicelular se desenvolve até gerar um humano completo ou quase (pois a criança ainda vai se desenvolver).

Se isso é possível em apenas nove meses, imagine o que o mecanismo de seleção natural, isolamento, e a seleção sexual podem fazer ao longo de mais de três bilhões anos da vida nesse planeta, gerando essa biodiversidade tão bonita e incrível que vemos por todas as partes. Vale lembrar que três bilhões de anos é tempo suficiente para haver uma grande probabilidade de que uma galinha bicando as teclas do meu computador, de maneira aleatória, escrever as obras completas de Machado de Assis.

A evolução se constitui em uma característica constante na vida, seja ela animal, vegetal, dentre outros reinos.

A maior diferença entre ambas as explicações é que os mitos ou lendas criacionistas estão embasados na crença religiosa, na fé, nos livros escritos por pessoas há milhares ou centenas de anos, bem como pela transmissão oral ao longo da história até serem escritos. Já a teoria evolucionista é baseada na genética, paleontologia, biologia, estudos microbiológicos, matemáticos, bem como em análises de casos ao redor do mundo.

Quanto à revolução do neolítico, no Oriente Médio  havia diversas espécies de plantas que eram extremamente interessantes em termos de domesticação, devido à rapidez da produção, condições de armazenamento da semente, dentre outras características importantes para os humanos. Elas nasciam tão logo havia água, crescendo rapidamente e produzindo logo. Entre elas, o trigo. Com as observações, era armazenar as sementes de trigo em estruturas de barro, nos quais a água e a umidade não entrava, permitindo a manutenção de uma reserva de alimento durante o ano todo, aproveitando-se os períodos mais favoráveis para o plantio. Com isso, era possível garantir alimentos por muito tempo, além de alimentar um maior número de pessoas, sem a necessidade de se mudar para outros locais, criando o sedentarismo a partir da agricultura de espécies de plantas domesticadas, bem como o início da pecuária, com a criação de animais sociais, como cabras, bois, porcos, dentre outros.

Nesse sentido, o cultivo desses alimentos foi tão importante que a população humana atual, em sua grande maioria, não apresenta intolerância ao glúten (presente nas farinhas, como a de trigo) nem à lactose (presente no leite). Os estudos demonstram que, no paleolítico, a maior parte dos seus humanos eram intolerantes à lactose e ao glúten, ou seja, a importância do leite e do trigo nessas sociedades foi tão grande que a maioria das pessoas são descendentes daqueles que puderam aproveitar esses alimentos resultado do cultivo e da pecuária.


Sugiro a leitura dos livros de Richard Dawkins e de Carl Sagan ("O Maior Espetáculo da Terra" e "O mundo assombrado por demônios", bem como o vídeo da cientista brasileira Suzana Herculano-Houzel (basta colocar o nome dela + ted no you..tube) .

Bons estudos!

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