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2014-03-14T20:43:39-03:00
Os hábitos do brasileiro têm sido redefinidos a partir do surgimento da indústria alimentar e marcados pelo consumo excessivo de produtos processados, em detrimento de produtos regionais com tradição cultural, principalmente nos grandes centros urbanos, onde o fast food predomina, tendo como contrapartida, o movimento slow food, que conjuga prazer e regionalidade no hábito alimentar. Esta revisão tem como objetivo retratar o histórico da alimentação no Brasil, identificando e avaliando o impacto das mudanças alimentares provocadas pelo binômio urbanização/industrialização sobre a saúde da população brasileira. Nesse contexto, o aumento da alimentação fora de casa e a preferência por compra de alimentos em supermercados, são fatores que favorecem a diversificação de gêneros e o conseqüente aumento no consumo de alimentos industrializados. Além disso, a publicidade e a ideologia consumistas ganham importância, favorecendo a formação de novos hábitos alimentares e influenciando as escolhas dos consumidores. A transição nutricional pela qual a sociedade tem passado é caracterizada por uma dieta extremamente calórica, rica em açúcares e gorduras, e insatisfatória quanto ao aporte nutricional .. epsero ter ajudado :) bjss
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2014-03-14T21:03:25-03:00

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Cara Millena,

As mudanças alimentares acompanharam a história do processo evolutivo do ser humano. Nossos antepassados eram mais vegetarianos, com o passar do tempo, no contexto evolutivo em que viveram, adaptaram-se a comer carne com mais frequência, tornando-se onívoros.

Com o uso do fogo, recurso conhecido há várias centenas de milhares de anos, talvez milhões de anos, foi possível extrair mais calorias seja aproveitada da mesma quantidade de alimento. Desse modo, foi possível o desenvolvimento do cérebro humano, pois esse importante órgão de nosso corpo consome cerca de 20% de toda a energia que consumimos (ah, e essa história de que só usamos 5% do cérebro é lenda. Usamos tudo o que temos.).

Durante o paleolítico, os grupos humanos eram bastante semelhantes ao caçadores-coletores que havia até algumas centenas de anos em algumas partes do mundo (como a Oceania, a América, e África).  As pessoas dependiam da caça e da pesca (geralmente, efetuada pelos homens) e da coleta de produtos vegetais, como frutas e raízes (atividade normalmente, realizada pelas mulheres). Obviamente, com o tempo, o número de animais de uma região diminuía em virtude dos indivíduos abatidos e dos que fugiam, bem como o número de produtos coletados já não eram mais o mesmo, tornando o local menos produtivo para sustentar a vida desses grupos. Quando isso acontecia, eles mudavam para outras áreas, de modo a, assim, obter mais sucesso com a caça e a coleta. Por isso eles eram nômades.

Com o surgimento da agricultura e da pecuária, no neolítico, surge o uso do trigo e cria-se o pão, possibilitando aumentar o tamanho dos grupos, bem como criar cidades e civilizações.

Isso foi, particularmente, verdadeiro no Oriente Médio,  pois havia diversas espécies de plantas e animais nessa região que eram extremamente interessantes em termos de domesticação, devido à rapidez da produção, condições de armazenamento da semente, dentre outras características importantes para os humanos. Elas nasciam tão logo havia umidade, crescendo rapidamente e produzindo logo. Entre elas, o trigo, produto básico do pão. Com as observações e experiências, os humanos aprenderam a armazenar as sementes de trigo em estruturas de barro (silos) , nos quais a água e a umidade não entrava, permitindo a manutenção de uma reserva de alimento durante o ano todo, aproveitando-se os períodos mais favoráveis para o plantio.

Com isso, os grupos dos agricultores e criadores venciam os grupos menores de caçadores e coletores, de maneira que especialmente no Oriente Médio e Europa, dentre outros lugares, os sobreviventes fossem aqueles que adotaram a agricultura e a criação de animais, criando as primeiras cidades e civilizações.

Nesse sentido, o cultivo desses alimentos e a criação de animais foi tão importante que a população humana atual, em sua grande maioria, não apresenta intolerância ao glúten (presente nas farinhas, como a de trigo) e nem a lactose, ao contrário do que ocorria antes. Desse modo, os estudos demonstram que, no paleolítico, a maior parte dos seus humanos eram intolerantes à lactose e ao glúten, ou seja, a importância dos cereais nessas sociedades foi tão grande que a maioria das pessoas são descendentes daqueles que não eram intolerantes ao glúten e puderam aproveitar os benefícios desses alimentos.

Mais recentemente, com o maior uso de terras ao redor do mundo para a produção agrícola, a alimentação humana passou a ser mais segura, com alimentos que duram mais (maior validade), com indústrias alimentícias influenciando o que se como e como se come de quase toda a humanidade, com marcas como Coca-Cola, McDonald1s, dentre tantas outras.

Nesse sentido, consumimos produtos que não estavam no cardápio de nossos avós, bem como nossos filhos, provavelmente, consumirão produtos alimentares desconhecidos por nós. Alimentos transgênicos e cultivos de células em laboratório são perspectivas que se fazem cada vez mais presentes.

Para melhor compreender todo esse processo, sugiro que veja o vídeo " Armas germes e Aço - Saindo do Jardim do Éden  ", encontrado facilmente no you..tube; e " Andras Forgacs: Couro e carne sem matar animais " no goo..gle.

Bons estudos!

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