Respostas

2013-05-19T13:54:19-03:00

As primeiras licitações de exploração de petróleo no Brasil depois de cinco anos trouxeram arrecadação recorde. Na prática, a área de produção de petróleo e gás natural dobrou no país. A arrecadação no leilão de petróleo foi recorde: fechou em R$ 2,8 bilhões.

Um bloco da bacia da foz do Amazonas, na costa do Amapá, teve o maior valor já ofertado em todas as rodadas já realizadas pela ANP. Foi arrematado por R$ 345.950.100. O segundo bloco com maior avaliação também foi na foz do Amazonas, negociado por R$ 214.448.600.

O interesse é explicado por recentes descobertas na Guiana Francesa e na costa da África, que têm formação geográfica semelhante.

O leilão teve 30 empresas vencedoras. A maioria é estrangeira, e vão poder explorar os blocos de petróleo e gás por 35 anos. A Petrobras teve participação discreta, mas, de acordo com os analistas do setor, a estatal estaria guardando recursos para o leilão do pré-sal, previsto para novembro.

Para o presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, João Carlos de Luca, o período de cinco anos sem leilões prejudicou o Brasil, que viu diminuir as reservas de petróleo. “A postergação trouxe prejuízo, porque investimentos que não foram feitos há quatro anos vão demorar mais quatro anos até a descoberta, e consequente produção e incidência de royalties para a sociedade”, diz.

Os especialistas em infraestrutura, porém, também viram o sucesso desta rodada de licitações com otimismo. Para eles, significou a volta do Brasil ao mercado do petróleo, com boas perspectivas daqui para frente.

“Com isso, que o Brasil realmente recupere a credibilidade no mercado internacional e volte a ser rota de investimentos das grandes empresas petrolíferas”, afirma Adriano Pires, diretor do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura).