Respostas

2014-03-25T21:44:24-03:00
Em 29 de julho de 2006 muitos senadores foram pra rua e lutaram pela diferença racial dentro do senado.
2014-03-25T21:53:08-03:00
Em 29 de junho de 2006, os presidentes da Câmara e do Senado receberam manifesto contra os projetos de Lei de Cotas e do Estatuto da Igualdade Racial que propõem privilégios raciais no ensino público e incentivos a empresas que apliquem essa orientação. O documento defende que a discriminação positiva de brasileiros com alguma afro-ascendência legaliza privilégios baseados na cor, ferindo o “princípio da igualdade política e jurídica dos cidadãos”. 

Os signatários do documento defendem a “construção de serviços públicos universais de qualidade nos setores de educação, saúde e previdência, em especial a criação de empregos” e que os projetos de lei acirram o “conflito” e a “intolerância” raciais. A declaração motivou nutridas respostas que, como habitual, reafirmaram as bondades das propostas e qualificaram a oposição a elas como, no mínimo, reações do elitismo branco. 

A discriminação racial positiva possui argumentos aparentemente irretorquíveis. Devido ao passado escravista, os negros seriam explorados pelos brancos desde a fundação do Brasil. A situação de discriminação racial é dado objetivo possível de ser equilibrada apenas por discriminação positiva. Não podemos esperar os resultados de medidas universais – educação, saúde, etc. – que, sugere-se, não alcançariam resultados para a população negra. Elas deveriam ser substituídas por ações focalizadas. 

É indiscutível que o afro-descendente constitui parte fundamental dos setores mais explorados e que o racismo segue motivando violências materiais e espirituais. Porém, as propostas de combate a essa realidade materializam projetos e interesses diversos. A defesa de discriminação racial positiva constitui a ponta de lança de programa de reorganização racial da sociedade brasileira de graves conseqüências.
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