Galera alguém pode me ajudar com essa ai??já não estou conseguindo mais pensar


A CARTA MAGNA

Longe de representar avanço, a Constituição Federal de 1988 - até hoje festejada como um "primor democrático" - na verdade pouco avançou na segurança pública.
Predominou, como sempre, o interesse de grupos dominantes (elite), forjando-se um ordenamento jurídico-constitucional desconfiado, de roupagem imperial e em conformidade com a doutrina da ESG anterior e posterior. Enfim, nada mudou.
As contradições são aberrantes e indicam rumo inverso daquele que prescreve a boa doutrina numa democracia de fato e de direito. É, enfim, um sistema legal imposto do topo para a base, calcado em premissas opressoras e destruidoras dos ideais de transformação da sociedade brasileira. Em tudo e por tudo o capital venceu o trabalho, a propriedade permaneceu mais importante que a honra e a dignidade da pessoa humana, num pragmatismo perverso e impeditivo do progresso natural dos indivíduos.
Não há pressuposto defensor deste modelo constitucional de segurança pública. Nas entrelinhas constitucionais, os grilhões permaneceram e suas chaves continuam nas mãos dos burocratas estatais, os mesmos de antes e depois, todos lotados em eternidade no que a Carta Magna designa por instituições democráticas. Ora, uma instituição é uma organização com um fim a alcançar. É formada por pessoas atuando segundo regras preestabelecidas. E se essas regras não forem democráticas (a começar pelas leis), as instituições jamais o serão.
A lei funciona como fator importantíssimo de mudança, desde que manifeste a vontade popular (legalidade = legitimidade). Com base nela, as instituições democráticas buscam seus aprestos e recursos humanos são treinados no sentido de fazer valer o que está escrito. Mas, se a natureza do povo for tendente ao conformismo - e é o nosso caso -, no final acaba consagrando leis impróprias e vive-se uma ilusória democracia. Por isso é imprescindível que o rumo de um povo em direção à democracia inicie-se no seu Contrato Social: a Carta Magna. Mas esta, brasileira, comete pecados conscientes no sentido inverso da valorização do indivíduo enquanto membro de sociedade democrática e civilizada. Voltemos, pois, aos grilhões supracitados, a começar pelo título constitucional referente.
Como um portal de entrada rumo à desgraça lá está o TÍTULO V: Da Defesa do Estado e das Instituições Democráticas. Em seguida - e em consonância com o título imposto - emerge em prioridade o poder negativo (destruidor) do Estado e de suas instituições democráticas: CAPÍTULO I: Do Estado de Defesa e do Estado de Sítio; ou seja, dois dispositivos de exceção legal que se deveriam situar como alternativas últimas, pois seus efeitos são catastróficos.
Na sequência, gravou-se o CAPÍTULO II: Das Forças Armadas. Relembrando Maquiavel: no primeiro capítulo, a boa lei; no segundo, a boa arma. E no Art. 142, além da defesa da pátria - suficiente num regime democrático -, inseriram a possibilidade de ações referentes à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem (grifo nosso). Assim se garantiu o preparo das Forças Armadas para a defesa interna (defesa de poderes e não de cidadãos) em situação de exceção legal convenientemente ajustada ao capítulo primeiro. E surge no último vagão da locomotiva antidemocrática o CAPÍTULO III: Da Segurança Pública. E logo no caput a Lei Maior disse a que veio:

A segurança Pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos:
[ ] Releva considerar a expressão responsabilidade de todos. Como? Quais são os instrumentos desses todos para cumprir o dito constitucional? Como um favelado cercado de bandidos armados arcará com sua responsabilidade? Ora, isto é falácia, pois até mesmo os Estados-membros e os municípios estão cerceados em seus poderes e não podem cumprir com o dever nem com a responsabilidade ditados pela Lei Maior em relação à segurança pública..
Analisando o texto, você concorda com o posicionamento do autor? Comente a seguinte afirmativa:
"Releva considerar a expressão responsabilidade de todos. Como? Quais são os instrumentos desses todos para cumprir o dito constitucional? Como um favelado cercado de bandidos armados arcará com sua responsabilidade?"

Elabore uma argumentação coerente para apresentar a sua opinião.

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Respostas

2014-03-26T10:45:34-03:00
Ola Anamyris, vou ser Claro com você, na Verdade o que esta na CARTA MAGNA, são instrumentos que omitiram dos Brasileiros, pois a última ser escrita, ainda estavamos no café com Leite em 1932, a qual levou a uma desordem total e no Final Levou a Falência de nosso País, onde o Povo lutou pelos seus direitos; Não foi correto, porém, ainda estávamos nas mãos dos Militares, pois eles garantiram a nossa Pátria, evitando que nosso País fosse uma Cuba, Coréia do Norte, Rússia, pois existiam os fanáticos que na verdade eles acreditavam numa religião na época que era a correta, a Religião de Max, tratavam ele como Deus e não acreditam em mais nada. É comemorada uma vitória por termos libertado e criado através do voto Diretas Já, o Primeiro Presidente, pois aí surgiu a CARTA MAGNA de hoje, pois mesmo que isto tenha colocado, na carta conforme sua descrição, defino que tudo nela é falha, vai desde a sua criação que nem é obedecida e nem é respeitada. E Não existe diferenças, pois nem respeito, pois tudo que foi colocado, mas não respeitado, nossas Forças Armadas não tem mais poder, pois os que no Passado queriam que este País fosse um Comunismo, voltaram ao Poder, e a Diferença Racial continua, a Corrupção e a Impunidade. Pois existem favelas porque o Governo não quer que o povo tenha Educação, Saúde e Segurança, desejam dar Bolsas, mas não exigem conforme a Constituição ou CARTA MAGNA, lembre-se, nenhum político ou pessoa respeita e vai respeitar a Carta, lembre-se, estamos em situações difíceis e uma enorme crise. 
Quando o povo souber escolher seus representantes legalmente, talvez aí a carta será respeitada.
abraços,
Vincy Cacau
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