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2014-03-26T15:45:34-03:00
Na região que inclui Israel, a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, em 2004, os árabes palestinos constituíam 49% de todos os habitantes,17 alguns dos quais são classificados como deslocados internamente, isto é, dentro da Palestina histórica. O restante constituiu a diáspora palestina, sendo mais da metade é formada por refugiados apátridas, isto é, desprovidos de cidadania em qualquer país.18 Destes palestinos exilados, cerca de 1,9 milhões vivem na vizinha Jordânia,19 um milhão e meio vivem entre a Síria e o Líbano, duzentos e cinquenta mil na Arábia Saudita, enquanto os quinhentos mil que vivem no Chile formam a maior concentração de palestinos fora do mundo árabe.A maior parte dos palestinos é formada por muçulmanos sunitas. Existe, entretanto, uma minoria significativa de cristãos palestinos de diversas denominações. A maior parte destes cristãos palestinos, no entanto, reside atualmente fora da Palestina. Como o etnônimo "árabe palestino" implica, o vernáculo tradicional dos palestinos, independentemente de sua religião, é o dialeto palestino do árabe. Boa parte daqueles que são cidadãos árabes de Israel também são bilíngues, e falam também o hebraico. Evidências genéticas obtidas recentemente mostraram que os palestinos, como grupo étnico, são parentes muito próximos dos judeus, e representam "descendentes modernos de uma população central que viveu na região desde os tempos pré-históricos",20 21 portanto muito antes da conquista islâmica árabe que resultou na sua aculturação, estabeleceu o árabe como o vernáculo predominante e, com o tempo, islamizou muitos deles que eram adeptos de outras fés.O primeiro uso mais abrangente do termo "palestino" como um endônimo, para se referir ao conceito nacionalista de um povo palestino, pela população local e falante do árabe da Palestina se deu antes do início da Primeira Guerra Mundial,22 e a primeira manifestação pública exigindo a independência nacional foi manifestada pelo Congresso Sírio-Palestino, em 21 de setembro de 1921.23 Após a criação de Israel, o êxodo de 1948, e, mais ainda, depois do êxodo de 1967, o termo passou a significar não apenas um local de origem, mas também o sentido de um passado e um futuro compartilhados,
na forma de uma nação-Estado palestina.22

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