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2014-04-23T13:49:02-03:00

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Prezado,

Na vida, nem tudo é fácil. Portugal era um país fraco após a saída da União Ibérica, na qual esteve governado pelo rei da Espanha.

A descoberta de ouro auxiliou Portugal a conquistar mais autonomia e poder, mas, ainda assim, o mundo europeu estava dividido entre os apoiadores da Inglaterra e aqueles que preferiam a França.

Desse modo, o governo de Portugal seria obrigado a escolher um deles e, necessariamente, ser alvo da pressão política, militar e econômica deles.

Nesse sentido, ele escolheu o país que mais se destacava à época, tomando a posição dos holandeses no comércio marítimo.

Assim, o Tratado dos Panos e Vinhos ou Tratado de Methuen não é uma prova de estupidez ou da falta de raciocínio dos portugueses, mas um reconhecimento do poder desse parceiro econômico.

Apesar disso, nessa situação, Portugal também cresceu e melhorou sua economia, mesmo não atingindo a dinâmica comercial e social que a Grãp-Bretanha apresentava.

Veja, assim, de maneira semelhante a posição que o Brasil está tendo com relação à invasão russa da Crimeia. Trata-se, claramente, de um violação do direito internacional, mas, em razão da Rússia ser nosso parceiro comercial, participante dos BRICS, o Brasil não disse nada sobre o assunto, o que é uma vergonha para um país que se afirma um "Estado Democrático de Direito".

Enfim, a assinatura desse tratado de panos e vinhos nada mais é do reconhecimento do poderio inglês frente ao de Portugal, algo não muito diferente do que a Rússia está fazendo com a Crimeia.

Bons estudos!
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