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2014-04-23T17:23:32-03:00
 Se imaginarmos um feixe de luz incidindo sobre um anteparo com um orifício, podemos deduzir o que vai acontecer: A luz continuará se propagando de forma retilínea? Não exatamente, já que o que vai acontecer com a luz depois do anteparo depende exclusivamente do tamanho do orifício. No caso de um orifício extremamente grande, o efeito será igual a o que ocorreria na ausência de um anteparo. Para um orifício grande, em seu centro as ondas continuariam se propagando da mesma forma que na ausência de um anteparo, porém as fronteiras do orifício se comportariam como fontes de frentes de onda circular. No caso de um orifício cujo tamanho é menor do que o comprimento de onda que o atravessa, ele pode ser considerado pontual, e ele funcionará como uma fonte de ondas circulares, como as ondas provocadas na superfície de um lago ao ser atingido por uma pedra.  Este fenômeno que ocorre é denominado difração. Este formato de ondas circulares é observado também para a luz, o que causou uma grande celeuma entre os cientistas desde a época de Newton: É a luz uma onda ou uma partícula. Temos também um caso mais complicado: o caso de quando o tamanho do orifício não é nem grande nem muito pequeno, ou seja, é algumas vezes o tamanho do comprimento de onda. Origina-se então uma superposição de frentes de onda paralelas ao obstáculo e ondas circulares que partem das fronteiras do orifício que é muito difícil de ser analisada. Foi Huyghens, quem desenvolveu um princípio através do qual podia-se analisar o que acontece com uma onda ao ser difratada. O fenômeno da difração deu origem a vários outros experimentos destinados a provar sua natureza. Um exemplo destes experimentos é a experiência de Young, que consistia na incidência de luz sobre um anteparo com um orifício e posteriormente sobre um outro anteparo com dois orifícios. Ele conseguiu então provar a interferência dos raios de luz entre si, gerando uma configuração de interferência de máximos e mínimos de luz sobre um terceiro anteparo. Desta forma ficou provada a natureza ondular da luz, luz a qual também é partícula como foi provado posteriormente, porém isto não vem ao caso agora. Hoje em dia existem ao alcance de qualquer estudante de física as chamadas redes de difração, que consistem em pequenas placas que contém uma quantidade muito grande de sulcos feitos por equipamentos especiais, o que facilita muito o estudo da luz em laboratórios simples. Vamos supor por exemplo que tenhamos em mãos uma rede de difração com 15000 sulcos por centímetro sobre a qual incida um feixe de luz. Se colocarmos um anteparo depois da rede de difração, teremos que os máximos de interferência estarão distribuídos segundo a equação d sen=m(Princípio de Huyghens ), onde d é a distância entre os sulcos da rede de difração,  é o ângulo entre o eixo sobre o qual está o feixe de luz e a posição do máximo de intensidade no anteparo, m é o número de cada um dos máximos de interferência dado por um número inteiro e  é o comprimento de onda da luz incidente
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certo, obrigado. E como posso encaixar em ciências dos Materiais?