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2014-04-24T16:10:49-03:00
Doenças - Doenças II - A Doença como Caminho de CuraA grande maioria das pessoas procura o consultório do profissional da área de saúde por não se sentir bem com aqueles sinais e/ou sintomas que estão apresentando há muito ou pouco tempo.O mal-estar, a sensação do desconforto, a dor mobilizam o indivíduo a fazer algo para recuperar a harmonia, o bem-estar, o ficar curado; cura esta que, tanto para o terapeuta quanto para o cliente, seria não apresentar mais aqueles sinais ou sintomas de ordem física, mental ou emocional; isto significa, simplesmente, voltar ao estado anterior à doença: ficar assintomático.
De uma maneira geral, a saúde é encarada como se fosse um estado de não-doença, de não mal-estar ou dor, quando o indivíduo pode continuar a levar a sua vida sem grandes alterações ou questionamentos.
É muito mais fácil tomar um medicamento para aliviar uma dor de cabeça, do que compreender a mensagem que o organismo está sinalizando. Somos muito imediatistas, tratamos apenas das aparências, não buscamos a origem ou as causas de nossas doenças.
Será que saúde é algo estático? É simplesmente não apresentar qualquer sintoma?
Se o homem fosse uma máquina e todas as suas engrenagens funcionassem perfeitamente, independente de fatores externos ou internos, provavelmente, a resposta a essas perguntas seria sim.
Se assim fosse, uma mesma doença apresentaria sempre os mesmos sinais e sintomas, o tratamento seria sempre o mesmo, independente do indivíduo, e, rapidamente, teríamos o restabelecimento das funções normais.
Como podemos analisar saúde-doença, essas duas polaridades, numa perspectiva energética?
O universo, segundo a visão da medicina chinesa, encontra-se em um estado de equilíbrio dinâmico, com todos os seus elementos oscilando entre duas forças opostas, interdependentes e complementares, conhecidas como yin e yang.
Dentro dessa abordagem, o corpo humano é um microcosmo do universo, uma célula é um microcosmo do organismo, portanto, funcionam segundo o mesmo princípio.
No jogo das forças, o yin só existe porque existe o yang e vice-versa; dentro do aspecto yin encontram-se aspectos yang e não há comover um sem o outro.
Melhor dizendo, não existe nada absoluto, nada que não esteja em interação - em troca.
O bom exemplo disso se refere ao fato de que, embora o homem demonstre a força yang e a mulher a yin, ambos apresentam correspondentemente seus aspectos femininos e masculinos.
O corpo humano possui uma inteligência fisiológica cuja função básica é manter a homeostase do organismo diante de todos os estímulos do mundo exterior e interior.
O equilíbrio é conseguido através da livre circulação de energia no organismo, assim como através das trocas contínuas entre o corpo e o meio ambiente. Esse fluxo contínuo de energia nos mantém vivos.
Quando a circulação de energia não ocorre de uma maneira adequada surgem as doenças.
Nosso corpo vai sinalizando, com muita antecedência, o desequilíbrio através de pequenas alterações funcionais sem substrato físico; isto é, não há nada a nível orgânico que justifique aqueles sinais ou sintomas.
Com a não valorização desses sinais e a manuntenção do mesmo padrão de vida, as alterações físico-químicas vão-se cronificando, se solidificando até atingirem o segmento físico; a doença passa a se expressar em algum tecido, órgão ou víscera, acompanhada de padrões mentais e emocionais bem determinados.
Saúde e doença são aspectos de um mesmo movimento.
Através do desequilíbrio atingimos novo equilíbrio, uma nova freqüência, um novo patamar energético.
No período de transição para esse novo padrão, vivencia-se a doença.
Ela não é considerada como algo estranho mas, sim, a conseqüência de um conjunto de fatores que culminam em desarmonia e desequilíbrio.
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