Num bar de Ribeirão Preto
Eu vi com meus olhos esta passagem
Quando champanha corria a rodo,
No alto meio da grã-finage
Nisto chegou um peão
Trazendo na testa o pó da viagem
Pro garçom ele pediu uma pinga,
Que era pra rebater a friage
Levantou um almofadinha e falou pro dono
"Eu tenho má fé
Quando um caboclo que não se enxerga,
Num lugar deste vem pôr os pés.
Senhor que é o proprietário
Deve barrar a entrada de qualquer.
Principalmente, nesta ocasião,
Que está presente o rei do café"
Foi uma sarva de parmas
Gritaram viva pro fazendeiro
"Quem tem milhões de pés de cafés
Por este rico chão brasileiro?
Sua safra é uma potência
Em nosso mercado e no estrangeiro
Portanto vejam que este ambiente
Não é pra qualquer tipo rampeiro"
Com um modo bem cortês
Responde o peão pra rapaziada
"Essa riqueza não me assusta,
Topo em aposta qualquer parada
Cada pé desse café
Eu amarro um boi da minha invernada
E pra encerrar o assunto eu garanto
Que ainda me sobra uma boiada"
Foi um silêncio profundo,
O peão deixou o povo mais pasmado
Pagando a pinga com mil cruzeiro,
Disse ao garçom pra guardar o trocado
"Quem quiser meu endereço
Que não se faça de arrogado
É só chegar lá em Andradina,
E perguntar pelo rei do gado"

Questões do texto 1




01 –
Por que o Rei do gado foi rejeitado no ambiente da “granfinagem”?




02 –
Como a gente se sente com a “vingança” do rei do gado?




03 – O
que os dois personagens tem em comum e o que tem diferente?




04 –
Qual o significado tem a formação escolar dos personagens para sua posição de
classe?



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Respostas

2014-04-27T16:36:57-03:00
A por que ele estava empoeirado e mal-vestido
B -Que a aparência não fala a quantia que a pessoa tem no banco.
C-os dois são ricos porém o almofadinha é preconceituoso e arrogante
D Que ás vezes uma pessoa analfabeta tem mais educação do que uma letrada