Respostas

2014-05-03T00:31:29-03:00
Comecemos pela atenção ao pormenor, bem visível nas pinturas do Norte da Europa. Destacamos Van Eyck, com aquela pintura que analisámos com tanto cuidado na aula. Repara bem na mestria com que estão pintadas as roupas das pessoas. E o cão? E o espelho (olha para o pormenor, apesar de a reprodução ser de pouca qualidade)? Já vês melhor o ponto de fuga? Segue, de novo, as linhas oblíquas com o olhar. 


Ninguém diria que existe tanta racionalidade no estudo prévio, de tal modo tudo parece natural. Mas se repararmos bem em todas as pinturas, constataremos a grande preocupação com o equilíbrio da composição e a distribuição das formas. É assim, ou não? Se repararmos melhor, verificaremos como é frequente, tal como na escultura, a composição piramidal. 

A Escola de Atenas, de Rafael: grande homenagem à Antiguidade. Rafael fez-se retratar no meio dos grandes sábios gregos 

Leonardo da Vinci, A Virgem dos Rochedos. Qual é o Menino Jesus? Segue atentamente os gestos e os olhares, para teres uma resposta Da Vinci, A Vigem, Santa Ana, o Menino e S. João Baptista. Desenho a lápis de carvão 



De seguida, observemos o naturalismo que os pintores procuram alcançar: ser fiel à realidade, retratar tudo como se fosse verdade é um grande desafio para os pintores, mesmo quando pintam figuras mitológicas ou que nunca conheceram. Reparemos, ainda, como a natureza está presente em grande número destas pinturas. Na verdade, os pintores renascentistas tiveram o cuidado de, na pintura, demonstrarem o apreço pela natureza e o conhecimento que dela têm. 



Botticelli, A Primavera. Nesta pintura estão representadas dezenas de flores. Procura identificar as divindades presentes. 

Botticelli, O Nascimento de Vénus. A natureza, mais uma vez, envolvendo cenas mitológicas 



Vejamos, ainda, a diversidade dos temas tratados: religiosos, mitológicos (greco-romanos), cenas da vida quotidiana, retratos, etc. É frequente o recurso à figuração do nu, mostrando, com isso, o apreço pela Antiguidade Clássica e a valorização do corpo humano. 

Miguel Ângelo, tecto da capela Sistina. Neste tecto, Miguel Ângelo representa cenas do livro do Génesis. Repara bem no tromp l'oeil. Repara bem na força que parece sair de cada uma das imagens. Miguel Ângelo atreveu-se, mesmo, a representar Deus! 

Miguel Ângelo, Juízo Final, também na capela Sistina. Do Génesis, Miguel Ângelo saltou para o Apocalipse, livro que descreve o fim do Mundo, momento em que Jesus virá dar vida eterna aos justos e lançar no inferno os pecadores. Repara bem como ele separa os dois mundos. 


A PINTURA PORTUGUESA 


Tal como por toda a Europa, também em Portugal se pintou segundo os modelos clássicos e foram utilizadas as novas técnicas: pintura a óleo e perspectiva. Entre nós, no entanto, é flagrante a influência da pintura do Norte da Europa, devido às estreitas relações económicas e políticas que ligam a Flandres a Portugal. 

O mais notável exemplar da pintura portuguesa são os painéis de S. Vicente de Fora, políptico atribuído a Nuno Gonçalves. Aqui ficam, numa montagem que não está lá muito bem feita, mas que foi o melhor que consegui fazer. (Para visualizares cada um dos painéis, clica sobre esta imagem e procura, depois, no álbum das fotos do sapo). 

Esta é uma pintura única no mundo! 


O pintor português que mais obra nos legou foi Vasco Fernandes que, por ser tão importante, ficou conhecido por Grão Vasco. São dele as duas pinturas seguintes. Procura interpretá-las, exactamente, do mesmo modo que interprestaste as anteriores. 

Grão Vasco, S. Pedro 

Grão Vasco, Penecostes. Não te esqueças que o Pentecostes é a descida, em línguas de fogo, do Espírito Santo sobre os Apóstolos e Nossa Senhora, reunidos no Cenáculo.
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