Respostas

2014-05-07T17:37:04-03:00
Medindo no máximo 1 centésimo de milímetro, elas agüentam várias semanas sem pousar no chão. Até topar com um restinho de comida fora da geladeira, um nariz ou um pedacinho de gente para se instalar. O estafilococo prefere aterrissar na pele, criando inflamações como a acne. Fungos a jatoSão os seres com maior autonomia de vôo. Eles hibernam na forma de esporos – células reprodutoras, que não passam de 3 centésimos de milímetro – e assim podem flutuar por até um século. Na foto, o esporo do aspergilo, um tipo de mofo que causa alergia respiratória. Vírus apressadosSão os que menos tempo sobrevivem no ar. Se não encontrarem logo uma célula na qual se abrigar, morrem em poucas horas. Mesmo assim, 200 tipos medindo no máximo 1 décimo de milésimo de milímetro passeiam constantemente bem na frente dos seus olhos. Entre eles, o do sarampo.Surfe aéreo sem asas ou pára-quedasVocê pode não perceber, mas está sempre acompanhado. E não por entes mágicos, como anjos, fadinhas, gnomos e duendes. As criaturas invisíveis que ficam o tempo todo flutuando ao seu redor pertencem ao mundo real. São bactérias, fungos e vírus saídos do seu nariz, do nariz do seu vizinho ou do jardim ali em frente. São tão leves que se uma brisa mais forte pegá-los de jeito chegam a subir uns 30 metros.Mas tudo o que sobe desce e a lei da gravidade vale também para esses minúsculos organismos. Imagine que você saia do lugar onde está lendo a SUPER agora e feche todas as janelas e portas. Quando o ar estiver completamente parado aí dentro, as bactérias que estão flutuando vão começar a cair a uma velocidade em torno de 30 centímetros por minuto. Para depois, ao mais leve sopro, voltar a subir.Esse eterno senta-levanta não atrapalha em nada o zoológico aéreo. Aliás, os movimentos do ar são o motor que impulsiona essas criaturas sem asas. “Nenhum micróbio mora no ar”, diz o microbiologista Walderez Gambale, da Universidade de São Paulo. “Eles apenas viajam ali, alguns sozinhos, outros de carona em gotículas de água ou partículas de poeira.”A ciência que estuda o invisívelAlém dos micróbios, existe um farto lixo orgânico bombardeando seu rosto constantemente: micropedaços de pêlo, de asas de insetos e até fezes de ácaro. Isso mesmo. Esses parentes da aranha, acusados de ser grandes causadores de alergia, dificilmente saem das roupas, dos travesseiros e dos tapetes. “O que mais sobe no ar são as fezes deles”, conta a alergologista Maria Cândida Rizzo, da Universidade Federal de São Paulo. E esses cocozinhos causam mais problemas alérgicos do que os próprios bichos.Toda essa fauna está atraindo cada vez mais médicos, microbiologistas e meteorologistas para uma nova especialidade, a Aerobiologia. Eles estão interessados em entender como surgem e se deslocam partículas de origem biológica, importantes não só para a saúde humana mas também para a reprodução de animais e vegetais.
A melhor resposta!
2014-05-07T17:37:44-03:00
Sim, mas isto não é matemática! rs
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