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2013-06-19T13:45:50-03:00

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Boa tarde, tudo bem?

 

Tenho esse livro aqui em casa, e por sinal é um ótimo livro.

 

O livro foi escrito por três autoras: Adair Mendes Nacarato, Brenda Leme da Silva Mengali e Cármem Lúcia Brancaglion Passos.

 

O livro está dividido em 3 partes.

A parte I, composta pelo 1º capítulo, versa sobre a formação da professora polivalente, que é o professor dos anos iniciais. As autoras indicam a dificuldade que estaas encontram em ensinar aquilo que nem sequer aprenderam, e que os cursos que formam professores para atuar nos primeiros anos de escolarização não oferecem suporte suficiente para o ensino da ciência matemática e que estes professores geralmente trazem em sua história uma relação negativa com a matemática ensinada na escola, o que, muitas vezes, gera bloqueios para aprender e ensinar conteúdos dessa disciplina.

As autoras (2009, p. 22), afirmam que as “futuras professoras polivalente têm tido pouca oportunidade para uma formação matemática que possa fazer frente às atuais exigências da sociedade”, e que adentramos o “século com uma efervescência de ideias inovadoras” quanto ao ensino de matemática (criação dos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN – e das Diretrizes Curriculares), porém apontam que os cursos que formam professores para atuar nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental parecem não observarem e discutirem tais documentos, o que reflete no ensino e aprendizagem de matemática.

A criação dos PCN’s, trouxeram a oportunidade de inovação à prática docente, uma vez que os professores agora contavam com o apoio de um recurso que orientariam sua prática. Porém parece que as considerações, que apresentam uma intenção “construtivista”, não trouxeram grandes contribuições para o exercício profissional.

Apontam que quando esta proposta foi lançada, muitas das professoras possuíam formação somente em nível médio, afirmando que não haviam nesses cursos educadores matemáticos, sendo que os formadores, em sua maioria, eram egressos do curso de pedagogia. Em decorrência disto esta formação era centrada em processos metodológicos, em detrimento do estudo de conceitos desta disciplina.

 

Na parte II, composta pelos capítulos 2, 3, 4 e 5 as autoras tratam de contextos de vivencias matemáticas na sala de aula de forma à ilustrar suas concepções sobre o assunto.

Iniciam esta parte trazendo, no cap. 2, alguns aportes teóricos que sustentam a pesquisa, indicando que o professor tem, nesse contexto, um papel essencial, uma vez que este é o responsável por criar um ambiente de aprendizagem motivador e envolvente ao aluno. As autoras apontam ainda a importância de se trabalhar a resolução de problemas, o que propicia o desenvolvimento do raciocínio lógico matemático, e da importância do registro na aprendizagem desta ciência.

Os próximos capítulos trazem vivências matemáticas baseada nos pressupostos teóricos.

No cap. 3 as autoras falam do papel do registro do aluno e do professor no ensino e aprendizagem dessa ciência, e relatam situações vivenciadas na sala de aula da professora Brenda, uma das autoras do livro, nos anos de 2006, 2007 e 2008, uma 3ª série (4º ano), e duas 4º séries (4ºs Anos), respectivamente.

As autoras indicam várias situações onde apontam a importância do registro, e apresentam diferentes tipos de registros (desenhos, riscos, números, gráficos, relatos, etc.), por parte dos alunos e da professora, e as potencialidades destes, assim como as várias formas de uso deste instrumento.

No capítulo 4 as autoras indicam a importância do diálogo, dos acordos, da negociação e da discussão no ensino e aprendizagem de matemática. As autoras citam, por exemplo, relato feito pelos alunos sobre o processo de aprendizado de determinado conteúdo, o que para estas, é um instrumento rico, pois toma forma e significado para a criança ao passo que lhe e dada a oportunidade de falar sobre o assunto.

E encerram a parte II, no capítulo 5, enfatizando a importância de se trabalhar a matemática de forma interdisciplinar nos anos iniciais, e relatam vivências da professora Brenda com esta metodologia de ensino.

 

Na parte III, concluem, com o capítulo 5, falando das perspectivas de formação e de pesquisa na área matemática de professoras polivalentes. Nesta parte as autoras indicam alguns instrumentos que podem servir de subsídio para uma experiência de formação e pesquisa de forma significativa, tais como:

Narrativas (auto) bibliográficas;

Narrativas em educação matemática;

Análise e produção de casos de ensino; e

Exploração e produção de histórias infantis;

 

E finalizam falando dos desafios e limites, indicando como impasses desta formação a carga horária reduzida de disciplinas voltadas para a área matemática nos cursos de pedagogia, e que embora o tempo seja reduzido em detrimento de outras, é possível trabalhar de forma qualitativa, utilizando instrumentos como os citados acima de forma à enriquecer o ensino desta ciência.

As autoras enceram desejando que as ideias propostas sejam lidas, discutidas e refletidas, de forma à complementar a formação das professoras, ou futuras professoras, polivalentes.

 

Espero ter ajudado.

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