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2014-05-21T12:35:22-03:00
A psicologia social do trabalho configura o que poderíamos chamar de um "retorno" à psicologia social no que se refere aos estudos sobre o trabalho. Se insere na interface do campo teórico da economia política e luta operária pela saúde e pela vida.Afastando-se da tradição Psicologia Industrial/Psicologia Organizacional, cujo principal interesse são os problemas ligados à gestão (interesse marcado por uma forte aproximação em relação à administração), a psicologia social do trabalho é, dito de uma forma simples, uma psicologia social que se dedica a estudar o trabalho. Pode-se dizer que a psicologia social do trabalho oferece uma alternativa crítica às abordagens tradicionais da psicologia e resgata o que poderíamos chamar de "temas marginais" do trabalho: desemprego, ação política dos trabalhadores, estratégias de sobrevivência, a vida do trabalhador fora do trabalho.Observe-se que tanto os aspectos mais sociológicos quanto organizacionais fundamentam-se numa aplicação da psicologia e/ou disciplina independente a ergonomia. Para Piaget 8 a psicologia é cada vez mais utilizada na organização do trabalho em geral. Segundo ele, trata-se, por um lado de orientar os indivíduos em função de seu nível e suas aptidões, o que é a tarefa da orientação profissional no prolongamento da orientação escolar, e, por outro, depois de os indivíduos qualificados estarem escolhidos e colocados, de actualizar na organização do trabalho individual ou coletivo as técnicas mais econômicas, no sentido lato duma economia de esforços inúteis ou mal dirigidos e coordenados, e mais humanas, no sentido de uma motivação ótima. (Piaget, o.c. p.136)A articulação dessa aplicação ao da medicina do trabalho com seu desenvolvimento paralelo, ambos baseados nos trabalhos pioneiros deFriedrich Engels (1820 — 1895) em 1845 sobre as más condições de vida da classe trabalhadora e os conceitos desenvolvidos por Karl Marx(1818 — 1883), sobre o processo de produção do capital, sobretudo no volume I de O Capital trazendo a compreensão de que a doença (ocupacional) e os acidentes não são acontecimentos aleatórios mas uma condição da coletividade tem trazido novos conceitos e intervenções sobre risco/ e segurança do trabalho e doença enquanto um momento particular do processo de desgaste associado à carga / ambiente de trabalho 9Entre as contribuições recentes e específicas sobre o sofrimento mental, stress e trabalho estão as contribuições do médico francês, Christophe Dejours com formação em psicossomática e psicanálise, Christophe Dejours autor do "clássico" A loucura no trabalho e outros textos fundados em suas três décadas de pesquisas e trabalho de campo, abordando temas desde a critica ao modelo taylorista à relação entre saúde e trabalho, para além do reducionismo médico-biológico.
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