(SEAP) Leia o texto abaixo e responda à questão.

Tia Angelina veio com um punhado de choramingos, que vovô era um mal-agradecido, onde já se viu isso, quanto mais se dá mais coice leva na cara, está vendo?
Vovô nada respondeu.
– E tu – disse, apontando o dedo para mim, – tu devias ter me contado o que o desmiolado de teu avô ia fazer. Mas não perdes por esperar. Agora mesmo chega teu pai para te dar uma coça.
Avisado, meu tio Nicola chegou pouco depois. Agora eram quatro olhos que nos comiam de alto a baixo, patati, patatá.
E um murro de meu tio Nicola na mesa:
– Tu és meu sogro mas vais ver só. Ingrato!
Eu entendi a ameaça. Só podia ser aquela ideia de pôr vovô no asilo. Vovô também entendeu. Pegou seu cachimbo e foi sentar no degrau da escada. Tio Nicola saiu para passar um telegrama para Carluccio. Tia Angelina deu ordens expressas para que eu não me afastasse dali, pois papai chegaria a qualquer momento.
Tudo se repetiu como antes.
Do cachimbo de vovô saíam navios vermelhos, grandes navios navegando no ar. Ele os soprava com cuidado, para que não se chocassem, indo a pique. Depois tirou o cachimbo da boca e cantou com voz entrecortada.
Pela primeira vez vi os pássaros. Os primeiros eram filhotes, com penugens de muitas cores. Batiam as asas indecisos. Depois de traçar um círculo em volta de sua cabeça branca, bandeavam na direção do oceano.
Os que vieram depois eram pássaros feitos. Faziam o círculo com precisão e iam resolutos para o leste. Havia canários da terra, canários belgas, periquitos australianos, tizius, curiós, cardeais, curiangos, fogo-pago, rolinhas, passo preto, almas de gato, sanhaço. A voz de vovô ficou mais forte, quase um rugido.
Calou-se. Tinha o rosto vermelho de emoção. Me chamou, dizendo pra eu encostar o ouvido no seu peito. Fiz o que ele pedia.
– Che ascolta, ragazzo?
Eu não sabia ainda a língua de vovô, mas naquele momento entendia tudo. Até chinês, se fosse preciso.
(CAPARELLI, Sérgio. Vovô fugiu de casa. Porto Alegre: LPM, 1981, p. 147-148.)
Observe no trecho abaixo que a tia Angelina usa o ‘tu’ para falar com o menino. Como ficaria o trecho se ela o tratasse por ‘você’, nos padrões da língua escrita?

– E tu – disse, apontando o dedo para mim, – tu devias ter me contado o que o desmiolado de teu avô ia fazer. Mas não perdes por esperar. Agora mesmo chega teu pai para te dar uma coça.

–1E você – disse, apontando o dedo para mim,
– 2tu devias ter me contado o que o desmiolado de teu avô ia fazer. Mas não perdes por esperar. Agora mesmo chega teu pai para te dar uma coça
.– 3E você – disse, apontando o dedo para mim,
– 4você devia ter me contado o que o desmiolado de seu avô ia fazer. Mas não perde por esperar. Agora mesmo chega seu pai para lhe dar uma coça.
– 5E você – disse, apontando o dedo para mim,
– 6você devia ter me contado o que o desmiolado de teu avô ia fazer. Mas não perdes por esperar. Agora mesmo chega teu pai para lhe dar uma coça.
– 7E você – disse, apontando o dedo para mim,
– 8você devias ter me contado o que o desmiolado de teu avô ia fazer. Mas não perdes por esperar. Agora mesmo chega teu pai para te dar uma coça
.– 9E você – disse, apontando o dedo para mim,
– 10tu devias ter me contado o que o desmiolado de teu avô ia fazer. Mas não perdes por esperar. Agora mesmo chega teu pai para te dar uma coça.

1
Obrigada.
certo
Valeu...
ok obrigada valeu!
– E você – disse, apontando o dedo para mim, – você devia ter me contado o que o desmiolado de seu avô ia fazer. Mas não perde por esperar. Agora mesmo chega seu pai para lhe dar uma coça.

Respostas

2014-05-24T11:46:31-03:00
Resposta correta 3 e 4
RESPOSTA: Eram fruto da imaginação do menino quando via a fumaça saindo do cachimbo do avó.