(CEPERJ) Leia o texto a seguir para responder à questão:



FALTA DE NEUTRALIDADE NA WEB FARÁ INTERNAUTA PAGAR “MAIS PEDÁGIOS”



Após tantos anos de debate, deve ser finalmente votado o projeto do Marco Civil
da Internet. Ao longo das discussões, tornou-se ainda mais óbvia a importância
da internet como meio de expressão social: são 105 milhões de internautas no
Brasil e cerca de dois bilhões no mundo. Um dos pontos básicos do projeto – e o que mais está em risco – refere-se à
neutralidade de rede. Parece um conceito reservado apenas à compreensão dos
técnicos, distante dos interesses dos tantos milhões de internautas, mas é o
oposto. Esta é a chave para a manutenção da internet livre e aberta como tem
sido até agora. Se o tratarmos como um tema para experts, sem decifrar este
“enigma”, corremos o risco de deixar os detentores da infraestrutura de banda
larga (as empresas telefônicas) intervir como quiserem no livre fluxo de
criação de sites e dados, mudando assim o espírito da igualdade dos conteúdos,
serviços e negócios inovadores na rede.Não é tão complicado como parece. Os serviços e redes de telecomunicações
funcionam como uma malha de ruas e estradas, por onde trafegam os “carros” (os
internautas) por todos os sites disponíveis (conteúdos jornalísticos, de
entretenimento, além de serviços como e-mails, redes sociais etc.). As empresas
telefônicas cobram dos internautas para trafegarem na internet em diferentes
velocidades, de acordo com o plano que cada um quer ou pode pagar.Segundo pesquisa da Mesuring Information Society, hoje 45% dos lares
brasileiros pagam mensalidades a estas empresas de banda larga. Até aí, tudo
bem: atualmente, após pagar o “pedágio”, o internauta pode trafegar livremente
pelas “estradas” que preferir, com acesso a todos os serviços e conteúdos. A
regra da neutralidade de redes garante que as condições de acesso aos sites
sejam iguais, sem privilégio a nenhum serviço ou conteúdo. A única limitação é
o limite de velocidade contratado.

Mas as empresas telefônicas, além de cobrarem dos usuários pelo limite de
velocidade, querem cobrar em função de onde e que o carro está fazendo, ou
seja, querem poder intervir também na navegação dos internautas e na sua
liberdade de escolha dos conteúdos, favorecendo os seus parceiros ou os que
puderem pagar mais.com a neutralidade
é possível ao internauta alugar um “carro” com o tamanho e potência de motor
que escolher, sendo-lhe reservado o direito de ir e vir. Se o lobby das
empresas telefônicas prevalecer, o carro alugado circulará apenas por
determinados locais definidos por elas, ou então mediante o pagamento de mais
pedágios.

Convém não esquecer também de outra questão colocada no Marco Civil, que é a
retirada dos conteúdos da internet. Hoje, quem produz e divulga conteúdos
responsabiliza-se por eles, inclusive em juízo.

Quando se trata de inserção de conteúdos em plataformas de terceiros, o
responsável pela plataforma é obrigado a retirar do ar um conteúdo tão logo
receba uma ordem judicial com esta determinação ou, mesmo sem ordem judicial,
por violação de suas políticas de uso, como é o caso de conteúdos postados que
tenham conotação evidentemente criminosa, como pedofilia. Mas algumas
instituições sugerem a retirada do conteúdo mediante o simples pedido de um
interessado, sem que o responsável pela plataforma tenha segurança de estar
agindo da forma justa e correta.É como se a editora de livros fosse obrigada a retirar partes de uma publicação
mediante a simples comunicação por um interessado que sequer precisa ter qualquer
relação de propriedade intelectual com a matéria publicada. necessário, neste
ponto, aprofundar a discussão dos requisitos mínimos para retirada de um
conteúdo antes que passe a vigorar tal dispositivo, de modo a não colocar em
risco valores sociais inegociáveis, como a liberdade de expressão.Espera-se que a Câmara exerça a sua função de forma independente de interesses
econômicos desmesurados, de modo que tal lei represente a vontade da sociedade,
especialmente dos internautas, em prol da neutralidade. Só assim teremos a
proteção de todos contra interferências das operadoras de telecomunicações no
conteúdo que acessamos, sejam jornalísticos ou vídeos, redes sociais, e-mails,
comércio eletrônico etc. Não vamos deixar que as empresas de telecomunicações
restrinjam o desenvolvimento da internet.

A neutralidade a que se refere o texto corresponde a:



A atitude dos internautas em relação as empresas de
telecomunicações


B condição de acesso de qualquer pagina eletrônica sem
limitação


C possibilidade de controle das corporações pelos
internautas


D comportamento esperado dos parlamentares na votação das
leis
E necessidade de vigilância de todos os dados de navegação.





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Respostas

2014-05-26T14:32:23-03:00
Resposta:uso de uma palavra no lugar de outra.
a resposta é: condição de acesso a qualquer página eletronica sem limitação
2014-05-27T13:17:10-03:00
Qual a resposta correta?? 

Resposta: condição de acesso a qualquer página eletrônica sem limitação