O presidente Aposentado Henrique Cardoso não sabe o trabalho que dá ser vagabundo. O vagabundo, hoje em dia, tem que acordar às 4h30min da manhã e encarar três ônibus para poder pegar uma senha no posto do INSS, onde, ao contrário dos vagabundos, os funcionários não fazem nada. O vagabundo é um sofredor. Se ficar doente, morre na fila, se for atendido, morre de infecção hospitalar ou erro médico. O vagabundo brasileiro tem inveja dos flagelados da seca do Nordeste que, pelo menos, têm onde cair mortos.
Como sempre, ninguém entendeu direito as colocações do presidente, principalmente a colocação do Renan Calheiros no Ministério da Justiça. Homem erudito, instruído e culto, o presidente Teorizando Henrique Cardoso tinha que governar a Suécia, a Dinamarca, um país nórdico, onde a população teria backgound para entender as digressões teóricas, as argumentações profundas e os acordos com o PFL. (...)
Agamenon Mendes Pereira.
A primeira dama e o vagabundo.

No último período do fragmento, há três termos ("digressões teóricas", "argumentações profundas" e "acordos com o PFL") que têm a mesma função sintática (perspectiva da coesão). No entanto, o sentido dos três termos não é o mesmo. Pode-se dizer, então, que há paralelismo sintático (os termos exercem a mesma função estrutural na frase) com quebra do paralelismo semântico (os termos encerram sentidos bem diferentes). A pergunta é: de acordo com as intenções do enunciador, essa quebra do paralelismo semântico afeta a coerência textual?

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2014-05-30T19:01:55-03:00

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João, eu acredito que não. O paralelismo é uma forma de derivar o discurso em 3 direções de maneira compacta. E se a gente considerar a ironia, os 3 termos significam a mesma coisa: 3 bobagens do presidente que são difíceis de entender.
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