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2014-06-26T15:15:12-03:00
Se 2012 foi o ano em que as intervenções do governo federal na economia adquiriram um ritmo frenético (ver detalhes completos aqui e aqui), 2013 foi o ano em que colhemos as inevitáveis consequências deste frenesi, um insatisfatório desempenho econômico.Desde que assumiu a presidência, em janeiro de 2011, Dilma Rousseff e sua equipe econômica declararam abertamente — e para o total regozijo de seus defensores — que o Brasil iria adotar uma “Nova Matriz Econômica” (veja aqui uma notícia de meados de 2011 em que tal política já era mencionada).  O real mentor desta política foi o ex-secretário executivo da Fazenda, Nelson Barbosa, mas foram Guido Mantega e Márcio Holland seus mais entusiasmados defensores.Esta “nova matriz” era, na realidade, incrivelmente velha e se baseava em cinco pilares tão sólidos quanto farofa: política fiscal expansionista, juros baixos, crédito subsidiado, câmbio desvalorizado e aumento das tarifas de importação para “estimular” a indústria nacional.Segundo os proponentes desta “nova matriz”, a combinação destes cinco elementos garantiria ao país taxas de investimento típicas do leste asiático, crescimento econômico chinês, aumento da renda de fazer inveja aos outros países em desenvolvimento e um setor industrial de robustez alemã.  Tenha a bondade de conferir a entrevista concedida por Márcio Holland, secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda.E, de fato, não se pode acusar o governo de inépcia.  Todas as políticas prometidas foram cumpridas.Os déficits orçamentários foram crescentes (o governo conseguiu a façanha de apresentardéficits primários durante dois meses seguidos), as tarifas de importação atingiram seu maior nível pós-plano real, os subsídios concedidos pelo BNDES alcançaram recordes históricos, a taxa SELIC foi mantida durante seis meses em seu menor valor desde o Plano Real, adesvalorização da taxa de câmbio foi quase tão acentuada quanto a ocorrida durante a crise de 2008, e o endividamento da população chegou a níveis recordes.O que tudo isso gerou?  A consequência mais notável foi o fato de que a inflação de preços chegou a níveis não vivenciados desde 2003.  E, não apenas o governo inicialmente nada fez contra isso, como ainda seguiu aferrado à ideia de que “mais inflação gera mais crescimento”, o que fez com que ele passasse a ser corretamente acusado de leniência para com a inflação.A verdadeira inflação de preços no BrasilSe você também tem a sensação de que a inflação de preços no Brasil está aumentando a uma taxa muito maior do que a divulgada pelo IBGE, saiba que esta sua sensação é real.  Os preços dos bens com os quais você lida diariamente de fato aumentaram sensivelmente este ano, e a uma taxa bem acima da inflação oficial divulgada pelo IBGE.Esta informação sobre o nível da inflação de preços pode parecer estranha, pois não é amplamente divulgada pela mídia.  A realidade, no entanto, é que a mensuração dos preços no Brasil está amplamente disponível para quem quiser ver.  Justiça seja feita, o IBGE de fato divulga este aumento.  O problema é que a imprensa lamentavelmente se encarrega de divulgar apenas o valor final ponderado.Explico melhor: a inflação acumulada em 12 meses para os bens não-comercializáveis — ou seja, todos os produtos e serviços que não sofrem concorrência de importados — está acima de 8,20%, e com picos de 9,70%.Isso significa que os preços de todos os serviços — desde serviços médicos até serviços pessoais, como manicure, cabeleireiro e cursos, passando por coisas como estacionamento,lavagem de carro, serviços mecânicos, consertos e manutenção — e de bens como produtos in natura, alimentação fora de casa, aluguel, despesas com habitação, recreação, cultura, livros, matrícula e mensalidade escolar estão crescendo a uma taxa acima do teto da meta estipulada pelo Banco Central (6,50%), e muito acima do valor da inflação oficial divulgada pelo IBGE (5,77% em novembro).Os dois gráficos a seguir mostram a evolução da taxa de inflação 
Ela quer so 5 linhas
Mesmo assim obrigada hauhauauha
2014-06-26T15:28:02-03:00
Imaginemos o caso de um Estado que, num determinado ano, gasta 140 unidades monetárias, mas recebe apenas 100 unidades em impostos. Feitas as contas no final do exercício, há um défice de 40 unidades que alguém terá que pagar.
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