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2014-07-06T19:07:26-03:00
O capitalismo, segundo Marx, se configurou plenamente a partir do século XVIII (apesar da sua origem ser anterior), quando ocorre a Revolução Industrial. Iniciada na Inglaterra, dali se propagou para outros países. Sua essência era a busca do capital, pelo qual a burguesia-a classe social dominante- concentra o poder.Nessa busca, esse sistema econômico não vê nenhum impedimento político, moral ou ético para expropriar o trabalhador de todos os seus atributos humanos. Marx afirma que no processo de produção capitalista, o homem se aliena, tornando-se mera peça de engrenagem produtiva. Ele não é mais dono dos seus instrumentos de trabalho, o ritmo de produção não é imposto por ele e tampouco domina o processo produtivo, ou seja, a divisão do trabalho. A principal conseqüência desse processo é que o trabalhador não se reconhece no produto que fez, e assim perde a sua identidade enquanto sujeito.

A alienação do produto do trabalho conduz à alienação do homem. As relações interpessoais em geral passam a ser medidas pelas mercadorias e pelo dinheiro, até os próprios proletários adquirem caráter de mercadoria, pelo fato de sua força de trabalho ser comercializada no mercado. O trabalhador torna-se um ser privado de sua essência humana.

Entretanto, ao contrário de uma visão fatalista da história, em que essa situação se repetiria ininterruptamente, Marx faz uso do materialismo dialético para demonstrar como se daria a ruptura da ordem capitalista. O trabalhador, mesmo vivendo individualmente essa dominação, enquanto integrante de uma classe social, poderia tomar consciência dessa situação de opressão. A partir daí, se mobilizaria enquanto classe para promover a sua verdadeira libertação, através de uma revolução. Portanto, era da própria situação de exploração que nasceria a força de classe operária.

Para além da alienação econômica, há também a alienação religiosa. Influenciado por Feuerbach, Marx afirma que é preciso destruir a religião para que o homem se recupere a si próprio, pois o único Deus do homem é o próprio homem. A alienação religiosa faz com que o ser humano deixe de lutar pela melhoria da sua condição social, acreditando estar em deus a justificativa para a desigualdade do mundo capitalista. Asssim sendo, é Deus quem decide quem é pobre ou rico, esvaziando de sentido a luta contra a desigualdade.


Marx mencionou ainda a alienação filosófica, que se expressa na forma de encarar a filosofia como contemplação da realidade, que o filósofo designa por metafísica.Mas, para ele, a principal tarefa de toda e qualquer pessoa e, portanto, também dos filósofos, é transformar o mundo de forma a pôr fim á alienação social e política, ou seja, agir para erradicar a submissão da classe operária pelo Estado burguês.

Marx considera essa a principal das tarefas do movimento socialista, para se atingir o comunismo;
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Segundo os Marxistas, o sistema capitalista não garante meios de subsistência a todos os membros da sociedade. Pelo contrário, é condição do sistema a existência de uma massa de trabalhadores desempregados, que Marx chamou de exército industrial de reserva, cuja função é controlar, pela própria disponibilidade, as reivindicações operárias. O conceito de exército industrial de reserva derruba, segundo os marxistas, os mitos liberais da liberdade de trabalho e do ideal do pleno emprego. 

A experiência Marxista: Depois de setenta anos de vigência, e muitas dificuldades internas decorrentes, principalmente, da instalação de burocracias autoritárias no poder, os regimes socialistas não tinham conseguido estabelecer a sociedade justa e de bem-estar que pretendiam seus primeiros ideólogos. A União Soviética, maior potência militar do planeta, exauriu seus recursos na corrida armamentista, mergulhou num irrecuperável atraso tecnológico e finalmente se dissolveu em 1991. A Iugoslávia socialista se fragmentou em sangrentas lutas étnicas e a China abriu-se, cautelosa e progressivamente, para a economia de mercado. 

O capitalismo, no entanto, apesar de duramente criticado pelos socialistas (marxistas), mostrou uma notável capacidade de adaptação a novas circunstâncias, fossem elas decorrentes do progresso tecnológico, da existência de modelos econômicos alternativos ou da crescente complexidade das relações internacionais.