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2014-07-09T18:38:29-03:00
“Numa língua existe, pois, ao lado da força centrífuga da inovação, a força centrípeta da conservação”. 

Ao ressaltar acerca da força centrífuga da inovação, ambos os autores referem-se ao caráter dinâmico do qual se constitui a língua. Desse modo, vale dizer que tal dinamismo se caracteriza pelos muitos caminhos trilhados no campo da linguagem, ou seja, é criando e ampliando que a palavra passa por esse processo de centrifugação, ora adquirindo novas acepções como é o caso dos neologismos semânticos, dicionarizados com o passar do tempo, incorporados a uma dada língua, uma vez oriunda de outras, como é o caso dos estrangeirismos. 

Em razão de tais pressupostos, sobretudo em se tratando desse último aspecto, é que o presente artigo tem por finalidade discorrer acerca de uma ocorrência muito recorrente – as palavras estrangeiras que invadiram e invadem o léxico português. 

Cabe ressaltar que o fato não é recente, muito pelo contrário, vem de longas datas. Esses empréstimos surgiram de línguas célticas, germânicas e árabes ao longo do processo de formação do português na Península Ibérica. Prosseguindo, pois, o advento do Renascimento e das navegações portuguesas permitiram os empréstimos de línguas europeias modernas e de língua africanas, americanas e asiáticas. 

Foi assim que o anglicismo (cultura da língua inglesa) permeou entre diversas línguas, sobretudo a nossa. Fato que representa o crescimento do poder econômico dos EUA, notadamente após o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945. E hoje, com a efervescência dos recursos tecnológicos, em especial da informática, observa-se que tal propagação se manifestou de forma notória. Exemplo disso são os novos verbetes do dicionário Aurélio: grande parte deles é de origem estrangeira, como por exemplo, test drive, pet shop, ecobag, entre outros.

Dessa forma, em se tratando dos empréstimos linguísticos, é que temos o bife, futebol, abajur, xampu, blecaute, sanduíche, surfe, entre muitos outros. Tais palavras, como podemos perceber, passam por um processo de aportuguesamento que não deixa claro para o emissor que se trata de uma verdadeira influência que outras línguas exercem sobre a nossa – rica, por excelência.

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