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2013-08-07T00:04:32-03:00
Segunda Guerra Mundial
Hitler ordenou que os exércitos aguardassem a passagem do inverno em suas posições de assalto. A capital seria conquistada na primavera de 1942. É neste momento que, com auxílio de tropas siberianas, o Marechal Zukov inicia o contra-ataque na região de Moscou, surpreendendo os alemães, afastando-os em definitivo. O pânico das tropas contaminou todo alto-comando, fazendo com que Hitler afastasse uma série de generais e assumisse o controle direto da guerra. A ordem era resistir em suas posições. Percebeu que uma retirada em pleno inverno, como muitos generais desejavam, poderia se transformar numa catástrofe de enormes proporções, desmoralizando definitivamente suas tropas. Segundo alguns, esta foi uma das poucas ordens sensatas de Hitler.

Na primavera verão de 1942, os alemães retomaram a ofensiva nas regiões do Sul da Rússia. Toda a área do Mar Negro foi conquistada, incluindo o Cáucaso. Foi o "verão negro" da história do Exército Soviético. No entanto, era visível que os russos preparavam-se cada vez melhor para enfrentar os cercos dos blindados alemães. Tropas aguerridas estavam se forjando no transcorrer das batalhas. Apesar das enormes perdas, os soviéticos passaram a ser abastecidos com um equipamento mais farto e de melhor qualidade, destacando-se o tanque T-34 e os morteiros-foguetes katyushas.

Até os finais de 1941 caíram sobre o controle alemão 40% da população soviética, 41% de suas estradas de ferro, 38% do gado, 58% das siderurgias de aço, 60% do alumínio, 84% do açúcar, 38% dos campos cerealísticos, 63% do carbono e 60% do ferro. Apesar dessas conquistas nunca as baixas alemãs tinham sido posto fora de combate; 202.251 mortos, 725.642 feridos e 46.511 desaparecidos, perfazendo até fevereiro de 1942, 31% do total da força invasora. 

O esforço de guerra soviético 
Nos últimos anos da década de trinta, conforme a negra nuvem da guerra se alastrava pela Europa, os soviéticos passaram a construir suas fábricas de forma a serem facilmente desmontáveis e conduzidas às regiões fora do alcance da aviação invasora. Quando os alemães atravessaram a fronteira da URSS em junho de 1941, deu-se início a remoção. Nos Urais foram instaladas 455 indústrias, 210 na Sibéria e 250 na Ásia Central, num total de 1.360.

Isso no entanto não evitou que mais de 1.700 cidades fossem destruídas como também 70 mil aldeias, desabrigando mais de 25 milhões de habitantes. 31.850 fábricas foram destruídas, 65 mil quilômetros de estradas de ferro totalmente inutilizadas, perecendo ainda 71 milhões de cabeças de gado variado. A mobilização da população propiciou às forças armadas de 11.556.000 soldados, dos quais 6.352.000 entraram em combate. 

Catastróficas foram as perdas civis e militares. Apesar dos dados serem aproximativos Ellenstein os calcula ao redor dos 25 milhões de mortos (provocados pelo combate direto contra o inimigo, assim como pela fome, frio e epidemias). Das despesas totais para o esforço de guerra, calcula-se que a partir de 1942 60% da receita estatal foi destinada aos produtos bélicos. A produção de aviões atingiu a 3 mil unidades por mês a partir de 1943 e a de blindados - 2 mil. 

Stalin, no final do conflito, afirmou que seu país havia construído 100 mil blindados e 120 mil aviões.

Considerável igualmente foi a ajuda prestada pelos Estados Unidos e Grã-Bretanha: segundo o Gen. Deane, os aliados ocidentais enviaram para a URSS: 

mil caminhões 
13 mil veículos de guerra 
2 mil veículos para canhões e 35 mil motocicletas 
milhões e 670 mil toneladas de produtos de petróleo 
milhões e 478 mil toneladas de víveres e equipamento ferroviário 
O auge do abastecimento, que se fez em sua maior parte pelo porto popular de Murmansk, ocorreu entre os anos de 1943 e 1944, contribuindo enormemente para a contra-ofensiva geral que levou os alemães à derrota. 

A política de ocupação alemã 
Como conseqüência lógica da política racista, os nazistas trataram com métodos bárbaros e cruéis as populações do Leste Europeu. Suas vítimas principais foram os poloneses e russos vistos como untermenschen (seres inferiores) pelos germanos conquistadores. De acordo com os princípios ideológicos de Mein Kampf diz-nos M. Crouzer - tratava-se de criar para algumas nações que disto fossem dignas, zonas vitais formadas dum certo número de "grandes espaços" (grossraum), política e economicamente autônomos, ligados por acordos bilaterais.

O centro seria formado pela Alemanha que seria a única a ser provida de parques industriais. Na periferia, estariam as nações camponesas - o Baurwall, ou "muro de camponeses", colonizada por alemães (Führungsvolk) tendo como servos os eslavos. Reduzir as populações do Leste ao estado absoluto de vasalagem foi pois a política dos conquistadores. Foram constituídos tropas especiais de extermínio e eliminação de marxistas, franco-maçons, democratas-burgueses, sindicalistas, comissários 
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